segunda-feira, 31 de maio de 2010

O que fazer no primeiro encontro?


Ramiro Sancho afirma que a naturalidade e espontanidade são as principais aliadas no primeiro encontro (FOTO CAROL AYALA)


Fabíola Cangussu
Repórter

Uma dúvida que acompanha pessoas há gerações: Como se proceder no primeiro encontro amoroso? Esse questionamento surge em pessoas de diferentes idades. Podendo afirmar que a insegurança e o modo da rejeição são comuns no ser humano.
Apesar de parecer comum, Ramiro Sancho alerta que esses medos geram sofrimento e podem impedir que se conquistem um relacionamento saudável.
- Querer saber antes do encontro como se deve proceder, ou mesmo até onde deve ir, é querer fazer um prejulgamento. Vale ressaltar que isso é impossível fazer. Como decidir a atitude correta diante de um fato não ocorrido – questiona Ramiro
O especialista alerta que esse tipo de comportamento pode transformar a pessoa em sabotador de relacionamento.
- Na tentativa de querer antecipar as reações, corre-se o risco de imaginar situações, ensaiar conversas e comportamento. É como sair de casa com o script todo ensaiado, mas o parceiro não levou o dele e resolve improvisar. O resultado tende a ser catastrofico. Por melhor que tenha sido a atuação do parceiro, ele não seguiu o seu roteiro, portanto não te agradou.
A naturalidade e a espontaneidade são apontadas por Ramiro como as principais aliadas do primeiro encontro.
- Esqueça de tentar ser o que acreditam esperar de você. Aja conforme suas convicções. Ninguém busca um espelho para se relacionar. Os primeiros encontros são para garantir que outros aconteçam. Isso só faz sentido se os parceiros se permitirem se conhecerem. Não existe regra, etiqueta, script ou manual a ser seguido. Não tentem adivinhar se podem se beijar ou ter maior intimidade na primeira vez. Cada pessoa sabe o que é melhor no momento – afirma o especialista comportamental.
Segundo Ramiro, as pessoas antes mesmo de pensar no primeiro encontro deve trabalhar a auto-estima e a segurança.
- A vida não segue roteiro, portanto quanto mais segura e confiante a pessoa for, mais fácil lidará com as situações apresentadas no seu dia a dia. No primeiro encontro também é assim. Pode-se derramar uma taça de vinho na mesa, quebrar o salto do sapato, ou mesmo, ter recusar uma visita ao motel. Dependendo da forma que esses acontecimentos forem conduzidos, o casal poderá dar ótimas risadas ou pode se constranger.

LEMBRETE:
*Não adianta inventar personagem. Ninguém consegue manter uma mentira por muito tempo;
*só se constrói uma relação sendo verdadeiro;
*Seja espontâneo sem deixar de usar o bom senso;
* Saiba falar, mas também se permita ouvir;
* Evite ser dono da verdade
* E principalmente, permita se divertir, nada é mais sedutor do que sair com uma pessoa inteligente, agradável e alegre.

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Sobrepeso gera sofrimento em crianças


Ramiro Sancho diz que o indivíduo é único e não deve segui padrões (FOTO CAROL AYALA)


Fabíola Cangussu
Repórter

Na atualidade, a beleza parece ser obrigatoriamente vinculada à magreza e, a obesidade acaba assumindo assim, o lugar das características pessoais mais suscetíveis a despertar o preconceito, e em muitos casos podem provocar sofrimentos capazes de afastar as pessoas do convívio social. Esses são os dados apontados em estudos realizados no Brasil e nos Estados Unidos.
Além dos problemas físicos provocado pelo sobrepeso, o fator cultural está provocando outro tipo de doença. As pesquisas demonstram que as pessoas com sobrepeso são vítimas de preconceito, têm maior dificuldade em conseguir empregos (sendo geralmente eliminadas, no processo de admissão, durante a etapa das entrevistas) ganham salários menores em comparação aos seus pares não-obesos, pagam mais caro os planos de saúde, os contratos de seguro pessoal e têm maior dificuldade em organizar sua vida amorosa e afetiva.
Ramiro Sancho diz que a forma que diariamente as pessoas gordas são exibidas nos meios de comunicação gera preconceitos.
- Estamos acostumados a ver a imagem do gordinho ou gordinha como algo negativo. Gordinhos e gordinhas são usados sempre como o contraponto aos bem-sucedidos, fortes e esbeltos. Na grande maioria, as pessoas acima do peso aparecem tendo atitude idiota perante as câmeras, ou em situações de frustração por não poderem ser tão especiais como àqueles que não sofrem com o excesso de peso. As crianças por sua vez absorvem essas idéias. As gordinhas passam a sofre baixa auto-estima, enquanto que as demais crianças sentem-se no direito de ridicularizá-las.
Segundo o especialista a situação se agrava dentro de casa. Os pais ao invés de acolher e demonstrar que a criança é bonita independente de está ou não fora do peso, eles tentam encontrar forma de fazer essa criança emagrecer.
- Não que seja errado ensinar a criança a ter hábitos saudáveis, como atividades físicas e alimentação saudável. O problema é a forma que isso é tratado. De repente coloca-se essa criança em dieta, com as famosas restrições alimentares. Enganam-se quem pensa está ajudando. A criança associa dieta a punição e acaba não respondendo ao tratamento – constata o especialista.

MUDANÇA DE POSTURAS
Ramiro Sancho diz que a obesidade é um problema multidisciplinar, que deve ser analisado por diferentes lentes. Segundo ele, a saúde precisa ser vista como prioridade por todos os profissionais envolvidos, como médicos, nutricionistas, educadores, professores de educação física e psicólogos.
- Quando se fala em obesidade, sempre ressaltam a forma perfeita. A saúde nunca é colocada como prioridade. A saúde emocional então, quase nunca é citada. As mulheres que no geral sofreram pressões durante toda a infância, chegam à fase adulta acreditando que a única forma de conquistar a felicidade e a realização pessoal, é se estiverem dentro dos padrões das modelos dos comerciais de cervejas – aponta Sancho.
Ramiro explica que pessoas com boa auto-estima conseguem se relacionar bem com sua imagem, mesmo não sendo a estabelecida como correta nos meios de comunicação. Assim, essas pessoas conseguem manter a saúde mental, e consequentemente a física.
- Umas das principais causas de doenças são provocadas por problemas emocionais. Se o indivíduo está bem psicologicamente, ele consegue se coloca em prioridade. Isso significa entre outras coisas, saí para uma caminhada ao ar livre, visitar os amigos, descobrir novos projetos, viver novos amores. Mas na grande maioria das vezes, o processo psicológico não é levado em conta – afirma o especialista.
Mudar a forma das pessoas se relacionarem com elas mesmas e com o próprio corpo é umas das saídas apontadas pelo psicólogo para evitar o sofrimento.
- Não temos a fórmula especifica para evitar os sofrimentos, tentamos ajudar as pessoas a descobrir o que é melhor para elas. Mas uma coisa é certa. O indivíduo é único e não deve segui padrões, pois os padrões são mutáveis. Para uma mulher o principal e trabalhar a auto-estima, descobrir seu valor pessoal e seu charme. Todos têm seu ponto forte e deve ser ressaltado. Estudos apontam que pessoas que se gostam cultivam amizades, conquistam sucesso profissional e vivem grandes amores. Vale lembrar que a sensualidade não está nas formas do corpo e sim, como ela é despertada – conclui.

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domingo, 30 de maio de 2010

Solidão em família



Ramiro Sancho responde à leitora (FOTO FABÍOLA CANGUSSU)




Fabíola Cangussu
Repórter

“Solidão é lava que cobre tudo, amargura em minha boca... palavra cavada no coração, resignado e mudo no compasso da desilusão.” Essa é a definição de Paulinho da Viola para o sentimento considerado um dos piores males do século XXI, e que aflige pessoas de diferentes idades e classes sociais.
Maria Du Carmo Pinheiro, 48, Santo André/SP escreveu ao blog falando sobre a solidão que tomou conta de sua vida nos últimos anos.
- Há oito anos percebi está cada dia mais só. Parei de trabalhar assim que meu primeiro filho nasceu. Foi uma decisão pessoal apoiada por meu esposo. Não me arrependo. Acompanhei cada fase de meus filhos. Porém, hoje todos conquistaram seu espaço. Saem todos os dias para estudar e trabalhar, e o meu marido, como a maioria dos brasileiros, sai cedo e só volta à noite – relata Maria Du Carmo.
A leitora conta que o diálogo praticamente não existe em sua casa, uma vez que ao retornarem do trabalho e da faculdade o marido e os filhos querem sossego.
- Meus filhos, quase não os vejo mais, e meu marido chega cansado, janta em silêncio e depois deita para assistir um programa de TV. Não gosta de falar sobre o trabalho e eu não tenho novidades para contar. Hoje as únicas pessoas que converso são as que conheci nas redes sociais. Fiz meu perfil em quase todos. Uns com meu próprio nome e outros com apelido. Estou tão sozinha que às vezes sinto saudade de ouvir a minha voz – lamenta a leitora.
Ramiro Sancho diz que o caso vivenciado por Maria Du Carmo não é isolado e a tendência é ser cada vez mais frequente.
- Não se pode pedir ao mundo que mude seu ritmo, mas podemos aprender como otimizar o tempo que temos ao lado das pessoas que amamos. Sabemos que ao chegar do trabalho a mente deseja desligar dos problemas profissionais, então a saida é encontrar alternativa para isso. Ao invés desse casal tentar falar sobre como foi o dia, podem falar sobre seus sentimentos, seus sonhos. Outra saida é aproveitar os fins de semanas para compartilharem momentos agradáveis e intensos – sugere o especialista comportamental.
Outro ponto importante é perceber se a solidão não se agravou, apresentando quadro de sentimento de abandono, rejeição, inutilidade, insignificância e ressentimento.
- Às vezes sem perceber começamos a culpar os outros por atitudes tomada por nós mesmos. Aconselho Maria Du Carmo a se auto avaliar. Já parou para pensar que hoje deve culpar seus filhos e esposo por ter parado de trabalhar? Caso isso esteja ocorrendo, pode está bloqueando a sua capacidade de ter um estilo de vida e relacionamentos saudáveis. Isso significa que você parou de se identificar ou compreender as pessoas ao seu lado – explica Ramiro.
Por outro lado, Ramiro alerta que a solidão pode ser sintoma de outras doenças psicológicas que necessita ser investigadas e tratadas por especialistas.

OCUPAR CORPO E MENTE

Uma das saidas para afastar a solidão segundo Ramiro Sancho é:
• Praticar atividade física;
• Reservar pelo menos duas horas de leitura diária;
• Fazer um curso que te estimule, como de línguas, arte ou profissionalizante.
• Desenvolver atividades ao lado da família nos fins de semana;
• Visitar amigos e parentes;
• E por último e não menos importante, reserve sempre um tempo para cuidar de sua aparência.

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sábado, 29 de maio de 2010

Mágoa não deve ser cultivada


Ramiro Sancho explica que a existência da mágoa faz pequenas coisas tomarem a proporção de um terremoto (FOTO FABÍOLA CANGUSSU)


Fabíola Cangussu
Repórter


Mágoa é um sentimento natural do ser humano capaz de estragar relações e provocar doenças. Segundo o dicionário essa palavra tem origem no latim, macula, representa um sentimento de desgosto, pesar, sensação de amargura, tristeza, ressentimento. Embora se caracteriza como descontentamento brando, pode deixar resquícios duradoro.
Ramiro Sancho em resposta ao comentário de Sandra, feito no blog diz que a mágoa é um sentimento que se reflete no semblante, nas palavras e nos gestos das pessoa, com o poder de afastar no dia a dia o objeto da mágoa.
- É preciso reforçar que somente alguém querido consegue provocar mágoa profunda. Podem ser amigos, familiares e parceiros amorosos. No amor é preciso tomar cuidado, pois o acumulo de mágoas torna a convivência insuportável. A melhor maneira de lidar com ela é o diálogo – afirma o especialista comportamental.
Quando mais ressente a mágoa, mais fácil se livrar dela. Mas quando esse sentimento cria raizes profundas, o melhor é procurar ajuda profissional.
- Sei que no Brasil existem milhares de profissionais competentes, inclusive com atendimento gratuito em nucleos municipais e em escolas de psicologia. O certo é não colocar em segundo plano a saude emocional do casal – aconselha Ramiro
O especialista explica que a existência da mágoa faz pequenas coisas tomarem a proporção de um terremoto.
- Não se pode dimencionar os danos provocados pelos terremotos até que se definam a intensidade dele. Cada individuo necessita saber que somente pode ser magoado aquele que permite. Muitas vezes se concentra grande atenção ao sofrimento, fazendo com que se torne maior. Tente pelo menos por um dia, colocar mais energia em sentimentos bons. Anote todas as coisas boas que te aconteceu durante a semana e dê a mesma importância que dava a sua mágoa até momentos atrás – propoem Ramiro – Eu garanto que isso ajudará a curar um pouco a alma de quem assim o fizer.

SERÁ QUE EXISTE MÁGOA EM SUA RELAÇÃO?


Pense um pouco nos fatos que te machucam no seu relacionamento. Reveja episódios que deixaram marcas e agora responda.
* Você pensa sobre essa situação dolorosa mais do que pensa nas coisas boas da sua vida
* Esses pensamentos te provoca mal estar físico e emocional?
* Quando pensa, os sentimentos são revividos com a mesma intensidade do dia ocorrido?
* Costuma contar esses fatos para amigos ou para si mesmo diversas vezes?

Caso tenha respondido pelo menos um sim, é possível que esteja cultivando mágoa.

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Cinema ajuda a trabalhar as emoções


Ramiro Sancho explica que ao assistir a uma história o telespectador consegue se desligar da realidade para viver outra história, possibilitando experimentar novas emoções. (FOTO FABÍOLA CANGUSSU)




Fabíola Cangussu
Repórter

Especialistas afirmam que o cinema além de entreter, desempenha a função de ajudar o expectador a trabalhar as emoções como a tristeza, baixa auto-estima, ansiedade e em muitos casos, a depressão.
Certamente todos que já assistiram a filmes, ou mesmo novelas se emocionaram com um reencontro entre pais e filhos, alegrou-se com um beijo apaixonado, ou mesmo já desejou que o bandido fosse punido. Todas essas emoções, garantem os especialistas, ajudam na identificação das situações vividas nas telas com a de cada pessoa.
- Já é consenso universal de que a arte imita a vida, por isso se torna cada vez mais comum o uso do cinema como instrumento de estudos das emoções. Nas próprias faculdades de psicologia os filmes são usados como objeto de discussão. Estudantes analisam os perfis dos personagens, fazem a análise, acompanham o desenvolvimento e anotam todas as oscilações. Em seguida formam grupos de discussão e tendem a traçar os diagnósticos e descobrir quais as linhas de tratamentos devem ser seguidas. Isso é feito inclusive nos cursos de aperfeiçoamentos de nossa área – afirma o especialista em comportamento humano Ramiro Sancho.
Segundo o psicólogo, algumas instituições médicas, como hospitais e até mesmo casas de apoio a doentes de câncer, já utilizam a cinematerapia, abordando temas ligados a questões familiares, perdas, luto, preconceitos, envelhecimento e até mesmo a lidar com sua própria morte.
- Nós utilizamos os filmes no processo de terapia há muito tempo, porém agora, essa técnica saiu de dentro dos consultórios para ser adotada também dentro dos hospitais. Eles utilizam com o mesmo objetivo. Nos consultórios indicamos os filmes, como se fosse uma tarefa de casa, conforme o conflito vivido pelo paciente, depois conversamos sobre as suas impressões. Nos hospitais o diferencial é que existem sessões mais abertas em que médicos, pacientes e demais profissionais envolvidos participam juntos da sessão, e depois tendem a falar sobre o tema, refletindo sobre os padrões comportamentais da sociedade. É uma ferramenta poderosa, pois nos permite discutir com o paciente quais os pontos chamaram mais a atenção, e se conseguiram identificação em algum momento com a situação – explica Ramiro.
Fábio Sampaio, assessor de eventos, diz que o cinema tem o poder de discutir questões muitas vezes evitadas dentro dos lares, como o preconceito.
- Existem dilemas que no geral não se discutem em casa. Os preconceitos são exemplos disso. Não falamos sobre como conviver com o idoso, violência doméstica, homossexualidade, racismo, inclusive em relação a algumas doenças, exemplo disso é o câncer e a Aids. Através dos filmes temos a oportunidade de vivenciar tais situações que serve como aprendizagem. Caso passemos por ela na vida real, já temos uma experiência prévia, o que nos ajuda saber como reagir – ressalta Fábio.
Além dessas vivencias Ramiro explica que ao assistir a uma história o telespectador consegue se desligar da realidade para viver outra história, possibilitando experimentar novas emoções.
- Com esses exemplos vividos nas telonas, as pessoas constroem uma imagem do que desejam ser e, passam a ser roteiristas de suas próprias vidas, mesmo que de forma inconsciente – garante o especialista.
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DICAS DE FILMES PARA TRABALHAR

• Tristeza - o filme Duas vidas, com Bruce Willis no elenco, mostra uma nova maneira de avaliar as escolhas tomadas ao longo da vida, dando motivação para que as pessoas ajam de acordo com seus sonhos.

Outra recomendação é Em Busca da Felicidade, estrelado por Will Smith. Na trama o personagem passa por diversas dificuldades até atingir o seu objetivo, dando um exemplo de perseverança e força de vontade.

• Ansiedade - a obra Cidade dos Anjos, com Nicolas Cage e Meg Ryan, apresenta uma trama repleta de romantismo, na qual um homem não mede esforços para viver um amor verdadeiro.

• Solidão - vencedor do Oscar de melhor roteiro original Telma e Louise, com Susan Sarandon e Geena Davis, ressalta o valor da amizade, através da aventura de duas amigas que decidem passar um fim de semana nas montanhas do centro-oeste norte-americano. Outra opção é Antes de Partir, com Jack Nicholson, Morgan Freeman e Sean Hayes no elenco. O filme retrata a amizade entre pessoas de personalidades opostas que encontram o valor da vida, ao perceberem que estão com os dias contados.

• Baixa auto-estima - também vencedor do Oscar de melhor roteiro original, o filme Pequena Miss Sunshine mostra, com muito humor, como os padrões de comportamento e beleza impostos pela sociedade são efêmeros e ressalta a união de uma família formada por diferentes personalidades que se complementam

• Morte – Antes de Partir, que relata o momento que dois pacientes descobrem que têm pouco tempo de vida.

• Luto – Os. Eu te amo trabalha questões ligadas à perda de um ente querido.
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sexta-feira, 28 de maio de 2010

Adaptar a realidade evita sofrimento



Ramiro Sancho diz que todos devema adaptar a sua realidade financeira (foto Carol Ayala)

Fabíola Cangussu
Repórter

Existem pessoas que simplesmente se recusam a adaptar a vida conforme a realidade, o que pode gerar sofrimento para si e para as pessoas que as rodeiam.
Ramiro Sancho explica que essa situação aflige a pessoa que se nega a aceitar a sua própria realidade, porque ela não consegue construir algo solido, pois seus alicerces não representam a realidade.
O leito do blog Antonio Luiz Silva, 38, Uberlândia, Minas Gerais escreveu falando sobre o sofrimento vivido pela família, uma vez que um dos seus três irmãos não consegue perceber o seu próprio universo.
- Nossa família sempre teve boa situação financeira. Não são ricos, mas com condições de ter uma vida confortável. Todos nós recebemos o mesmo incentivo financeiro de nossos pais, porém minha irmã, juntamente com seu marido acabou perdendo tudo. Não sabemos se foi por imperícia ou mesmo por falta de maturidade. No começo reunimos todos e tentamos ajudá-los, mas não tivemos resultados - relata Antônio
Antonio Luiz diz que mesmo juntando esforços para organizar a vida da família da irmã, percebeu que eles querem continuar tendo a vida que sempre tiveram.
- Eu queria poder ajudar, mas meus irmãos e minha esposa falam que não adianta pagar as contas, pois o máximo que irá acontecer vai ser eles acharem que tenho obrigação, e o problema se agravará, pois os filhos crescerão imaginando que as pessoas têm obrigação para com eles- lamenta Antônio
Esse sentimento segundo Ramiro é natural. Nenhum irmão gosta ver o outro passando por dificuldades. Mas o crescimento e a maturidade nascem a partir das dificuldades e ninguém tem o direito de interferir no processo de evolução.
- Antônio, você já parou para pensar que talvez sua irmã e esposo tenham perdido os incentivos financeiros porque não aprenderam a valorizar o trabalho? Quando não percebemos que a vida exige contrapartidas, corremos o risco de não lutar. Se essas privações tivessem ocorrido em outras fases da vida, hoje sua irmã poderia ter outra atitude. Quanto a você sentir culpa, e inclusive tomar algumas atitudes escondido da esposa e de seus outros irmãos, aconselho que reflita melhor.
Ramiro salienta que todos devem se adaptar a sua realidade, sem com isso cair num conformismo, ou mesmo criar o sentimento de inveja que impede a pessoa de ser feliz.
- Um exemplo fácil de ser entendido foi outro relato recebido. Uma família que teve queda do poder aquisitivo. Eles se sentaram e decidiram que iriam se adaptar e todos iriam dar sua contribuição. Os filhos saíram da escola particular, o carro foi trocado por um popular, e as saídas para jantar eliminadas. Não resta dúvida que todos perderam um pouco, mas graças à união e cooperação, o sofrimento foi amenizado.

REFLITA COMO SERIA DIFERENTE

Caso não reunisse para falar a respeito, o sofrimento seria individual e o afastamento seria eminente;
Os filhos na escola particular aumentariam as dívidas e o sofrimento de cada um pelo medo do constrangimento;
A prestação do carro continuaria onerando a família;
Ninguém consegue manter a aparência, tentando impressionar a sociedade, por muito tempo. O sofrimento é eminente;
Vale lembrar : Excesso de sofrimento sem diálogo promove brigas e até separação.

CONTATO: fabiolacangussu@yahoo.com.br

Pesquisa confirma: Gentileza aproxima casais


Ramiro Sancho diz que gentileza deve ser exercício diário


Fabíola Cangussu
Repórter

Já dizia o poeta de rua que gentileza gera gentileza. Agora, estudos realizados pela universidade americana da Carolina do Norte demonstram que gentilezas realizadas pelos parceiros amorosos são vistos como pequenos gestos de gratidão e isso ajuda a fortalecer os relacionamentos.
Na pesquisa, 67 casais foram acompanhados por três meses, realizando relatórios diários no fim do dia, constando todas as ações de carinho que a pessoa fez e as executadas pelos parceiros, independente de serem pequenos detalhes como servir um café ou oferecer uma carona.
Além disso, os casais registraram no relatório as reações emocionais aos gestos de carinho recebidos. A avaliação geral apontou que as pessoas mostraram-se gratas e mais próximas aos parceiros.
Ramiro Sancho alerta que o sentimento de gratidão não pode nunca ser confundido com dívida, ou dever, pois ao contrário de unir os casais, pode provocar uma relação em que um dos dois se torne subjugado.
- A pesquisa mostra através da metodologia científica que as relações em que as pessoas trocam gentilezas são mais satisfatórias. Quando um homem percebe que o dia de tarefa doméstica esgotou a parceira, nada mais justo do que ele preparar o seu jantar. Por outro lado, é muito acolhedor chegar do serviço e encontrar a sua música preferida sendo tocada para te receber – comenta Ramiro.
A jornalista Leia Oliveira diz que no dia a dia o simples fato do parceiro abrir a porta do carro para ela entrar torna o momento a dois, mais agradável. Mas, diz que isso sem a sinceridade fica inconsistente.
- Acredito que a sinceridade está relacionada com o caráter da pessoa, fator que nos faz admirá-la. E sem dúvidas, esse sentimento fortalece a união – afirma a jornalista.
As pessoas, segundo Ramiro, conseguem identificar quando os gestos são feitos com intenção de demonstrar carinho, ou quando são apenas encenação. Mas o terapeuta diz que se pode aprender a ser generoso e evitar que o passar do tempo atrapalhe as relações, uma vez que tendem a acomodar.
- Acomodação faz com que as pessoas parecem de prestar atenção as necessidades do outro, e isso transforma em um círculo vicioso. Um precisa quebrar isso, e a forma é adotar a generosidade como gestora de suas ações – explica Ramiro

GRATIDÃO E GENEROSIDADE

A base da generosidade é fazer aos outros, o que gostaria que fizesse a você. Não existe milagre, ninguém se torna generoso de um dia para o outro, é questão de tomar a decisão e começar a exercitar. Para isso, Ramiro fez uma lista de pequenas coisas que podem ser realizadas.
Nunca saia da cama sem desejar um bom dia ao parceiro (a);
Se receber o café da manhã na cama em um dia, retribua esse gesto em outro;
Caso chegue a casa do trabalho e notou que o (a) parceiro está cansado (a), invente uma atividade com os filhos, para permitir um momento de sossego;
Pelo menos uma vez na semana busque o parceiro(a) no trabalho, evitando que este tenha que pegar condução;
Elogie o trabalho, a roupa, o cabelo. Elogie a inteligência, a capacidade de realizar do parceiro(a);
Descubra os sonhos e projetos de seu parceiro(a), e ajude-o(a) a realizar
Faça uma lista das gentilezas que pode fazer ao seu parceiro (a) e tente colocar em prática.
E não se esqueça: isso deve ser um exercício diário.

CONTATO: fabiolacangussu@yahoo.com.br

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Amor após os quarenta


Ramiro Sancho diz que beleza e sedução acompanham as diferentes etapas da vida ( Foto: Fabíola Cangussu)


Fabíola Cangussu
Repórter

Falsas verdades ainda estão incrustadas na alma da sociedade, dificultando que milhares de mulheres latinas reestruturem suas vidas em pleno século XXI, principalmente as que passaram dos 40 ou mesmo que se divorciaram após anos de matrimônio. Além do medo de concorrer no mercado de trabalho, essas mulheres não acreditam serem capazes de começar um novo relacionamento.
A professora Ana Paula, 45, ficou casada por 20 anos e há 3 se separou. Mãe de três filhos adolescente diz que para superar o rompimento passou a se dedicar integralmente aos filhos e ao trabalho. Quando questionada sobre sua afetividade ela disse que não consegue se imaginar namorando.
- Não vejo como isso pode acontecer. Estou absorvida tentando não deixar que os meus filhos sejam prejudicados. Apesar de receber ajuda financeira do pai deles, não é fácil manter o mesmo padrão. Além do mais quem vai querer uma mulher cansada, e mãe de três adolescentes? Certamente os homens preferem as mulheres sem problemas- afirma a professora
Segundo Ramiro Sancho, o pensamento de Ana Paula não é isolado. A sociedade ainda manifesta seus preconceitos contra a mulher. E por sua vez elas absorvem como verdade absoluta.
- Não existe idade para amar, para ser bonita e desejável. O que pode acontecer é que os preconceitos impeçam as mulheres de se mostrar belas. O ser humano é o reflexo de seus pensamentos. Quando a pessoa se acha velha e sem charme, certamente o seu poder de sedução fica reduzido.
Outro ponto destacado por Ramiro é o fato das mulheres que saem de relacionamentos com filhos, tentarem super protegê-los, e nesse processo acreditam que um novo amor coloca em risco as relações maternais.
- É fato que para a mulher entrar em novo relacionamento, necessita pensar no bem estar dos filhos. Mas jamais deve se anular. Os cuidados na escolha do parceiro independente de ter ou não filhos é saber que ele é digno de confiança e respeito. Por esse prisma, com menos ou mais de 40, ser ou não ser mãe, o homem escolhido para o relacionamento deve ser aquele que fomente o bem estar, cultive a auto-estima e promova o crescimento de ambos.
Ramiro salienta que não existe idade ideal para amar. Cada etapa tem seus encantos e particularidades.
- O importante para as mulheres com mais de 40 anos é entender o que o amor da maturidade pode oferecer, como a capacidade de lidar com as perdas, o saber reverter situações complicadas do dia a dia, conhecer seu próprio prazer, entender as necessidades próprias e a do próximo.

ARMA DE SEDUÇÃO

Entenda que as outras experiências vividas servem para que você construa uma nova relação agora;
Se cuide, se sinta bela, dentro dos padrões de cada idade;
Ninguém, ninguém mesmo é jovem para sempre. Mas a beleza e a sedução acompanham todas as etapas;
A única pessoa que pode impedi-la de ser feliz é você mesma
E principalmente: Estejam sempre abertas as novidades. O novo amor pode estar logo à frente.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Estudos confirmam que o amor é cego


Fabíola Cangussu
Repórter

O dito popular O Amor é cego acaba de ser confirmado nas últimas investigações sobre o funcionamento do cérebro, realizada pelo Centro de Regulação Genômica de Barcelona em que constatou que os apaixonados perdem a capacidade de perceberem os defeitos de seus parceiros.
Segundo os estudos, tanto no amor romântico, quanto no materno, à mesma região do celebro é ativada, e paralelo a isso, em ambos os casos, acaba ocorrendo um desligamento da zona do celebro encarregado do julgamento social e da avaliação da pessoa. Isso retira a capacidade de criticar o objeto amado.
Juliana Santos, estudante, 19 anos, diz que nunca soube desses dados científicos, mas certamente concorda com o dito popular.
- Nossa! É bom saber que existe explicação científica para isso. Tenho uma amiga que namora um cara horrível, que não a trata bem, e ela consegue sempre encontrar desculpas para justificar as atitudes dele. Eu já senti vontade de sacudi-la para ver se ela acorda – comenta Juliana.
O Ramiro Sancho explica que essa situação vivida por Juliana é muito comum.
- As pessoas próximas sofrem por não conseguirem fazer com que o apaixonado perceba os defeitos do outro. Tentam argumentar, mostrar fatos concretos, mas o ser em estado de paixão contra argumenta, alegando algum motivo para o ser amado ter esses comportamentos – comenta o especialista.
Ramiro Sancho diz que todos têm qualidades e defeitos e quanto mais rápido enxergamos, mais chance do relacionamento dar certo
(foto: FABIOLA CANGUSSU)
A professora Leandra Souto, 42 anos disse concordar com esses estudos, alegando perceber essa verdade nos 11 anos em que leciona para adolescentes.
- É muito raro encontrarmos país que aceitem alguma crítica que fazemos sobre o comportamento de seus filhos. No geral, antes mesmo de terminarmos de expor o problema, eles começam a justificar a ação dos filhos. E quando percebem que as coisas são sérias, buscam culpas em terceiros, e normalmente são os amigos, chamados de más companhias - relata a professora.
Não é raro perceber pessoas que buscam encontrar culpados para os defeitos no ser amado, afirma Ramiro Sancho, e nesses casos os pais são especialistas.
- Os pais justificam desde coisas mais simples como se o filho faz birra, dizendo que a crianças está assim porque está com sono. Até mesmo delitos mais graves, como atos de vandalismo que danificam a escola. Nesse caso, podem até afirma que o filho não participou, que foram os colegas. Existe um mecanismo de defesa no cérebro que realmente impede o olhar crítico sobre as atitudes do filho – informa o Sancho

NECESSIDADE DE ACEITAÇÃO
Segundo Ramiro, o ser humano tem necessidade de ser aceito em seu grupo social, e demonstrar que tem uma família exemplar ou que conseguiu conquistar um amor prefeito como os imaginados em romances é uma alternativa.
- Queremos que a nossa escolha seja a melhor, para nós e para o mundo.
Então, fazemos uma imagem do que desejamos, e decidimos enxergá-las em quem amamos. Mesmo as pessoas falando que erramos em algumas avaliações, continuamos acreditando em nosso sonho de que essa pessoa é como as imaginamos – analisa.

O AMOR É UM COQUETEL QUÍMICO

Pode-se encontrar várias definições para a palavra amor nos dicionários. Mas para os cientistas, o amor é um coquetel químico a base de dopamina e serotonima, que desencadeiam a atração física, apetite sexual, afeto e apego durável.
- Podemos dizer que ao se apaixonar o cérebro processa informações mais otimista. O mundo passa a ser mais leve. Como toda droga o efeito químico pode diminuir, ou mesmo acabar. Se a relação não for baseada em fatos concretos, e as pessoas viverem apenas sobre a ótica dos sonhos, certamente o relacionamento está condenado ao fracasso – enfatiza o Sancho.
O especialista disse que as pessoas precisam buscar encontrar o equilíbrio em suas relações e perceber sempre que a idealização do ser amado é algo romântico, mas ao mesmo tempo perigoso, que pode gerar frustrações.
- Todo ser humano é dotado de virtudes e defeitos. Quanto mais às pessoas se esforçarem para enxergar os dois lados, mais chance será do relacionamento obter sucesso. Mas é preciso lembrar que o reconhecer os defeitos do outro, não nos qualifica para processar mudanças na personalidade de quem amamos. Serve apenas para decidirmos se aceitamos ou não as limitações dos nossos parceiros a ponto de sermos felizes a seu lado – conclui Ramiro.

Dívidas podem significar vício


Fabíola Cangussu
Repórter

Às vezes pessoas acumulam dívidas por causa do desemprego, por atraso no salário ou mesmo por algum imprevisto de última hora. Mas em outros casos, existem aquelas que desenvolvem uma patologia que tem por característica a compulsão consumista que colocam famílias inteiras em risco.
Segundo especialistas a maioria das pessoas sofre com a idéia de adquirir dívidas. O emocional fica totalmente abalado por não poder quitar seus compromissos na data prevista.
- É extremamente normal encontrarmos pessoas que sofrem quando acontece algum imprevisto que as impedem de saldar dívidas. O desemprego é apontado nos estudos como a principal causa da inadimplência dessas pessoas. Mas existem aquelas que simplesmente não conseguem fugir do endividamento. Elas sofrem de oneomania ou compra compulsiva. Doença grave que acaba por desembocar no endividamento em cascata, que destrói patrimônios, dissolve famílias e podendo até provocar suicídios – explica Ramiro Sancho.
Ramiro Sancho diz que um
simples celular pode virar
um vício de consumo
(foto: FABIOLA CANGUSSU
)

Estima-se que cerca de 8% dos brasileiros sofrem do transtorno de impulso, e 80% deste montante são compostos por mulheres.
- Afirmar que as mulheres sofrem mais de compulsão por compras ainda é cedo. Os números de notificações apontam o sexo feminino como maioria. Mas devemos lembrar que as pesquisas falam sobre os casos notificados. Porém se observarmos pelo lado psicológico, podemos dizer que existe um fator histórico ligado principalmente à cultura machista da América Latina. Em estudos que estou realizando para meu livro as causas para desenvolverem a compulsão podem se relacionar com o sentimento de vazio, depressão, angustia e demais transtorno relacionado ao humor. No caso dos homens, eles no geral têm a possibilidade de sair e preencher momentaneamente esse vazio através da pelada com os amigos, a cerveja gelada no final do expediente. Já as mulheres, mesmo as que trabalham, têm a jornada dupla, as obrigações domésticas, família, filhos, marido ciumento, sem contar que alguns maridos ainda têm a idéia de que se a mulher for às compras, os outros problemas serão solucionados, então incentivam esse hábito. Às vezes as mulhe
res acabam tendo apenas as compras como alternativa para preencher o vazio – analisa Sancho.
Detectar esse transtorno não é uma tarefa simples. Principalmente se o paciente tiver um poder aquisitivo alto.
- Quando se a pessoa tem um bom poder aquisitivo fica complicado perceber o transtorno, pois vivemos numa sociedade consumista. As pessoas podem considerar normais as aquisições constantes de supérfluo. Na classe média é mais fácil perceber. Os gastos com produtos desnecessários e repetidos tem maior chance de chamar a atenção dos familiares. Para as pessoas, um aparelho celular serve para comunicar e realizar as outras funções a que ele se destina. Mas pode simplesmente passar a ser objeto de consumo. As pessoas compram vários modelos ou mesmo repetidos, apenas por não consegui evitar a compra – esclarece Ramiro.
O especialista afirma que esse transtorno pode ser percebido tanto pela própria pessoa, quanto pelos amigos, porém precisa que a pessoa reconheça e queira tratar.
- As pessoas que desenvolvem algum tipo de compulsão somente poderão controlar a doença se estiverem motivadas para isso. Igual ao que acontece com os freqüentadores dos Alcoólicos Anônimos, onde o tratamento tem como base o desejo do paciente de dominar a doença. Assim como no AA, cada tratamento terá uma característica base. Tantos nos consultórios como nos Grupos dos Devedores Anônimos, a principal proposta é que o comprador compulsivo reaprenda a o valor do dinheiro e mude sua relação com a compra, estabelecendo metas e mudança de postura.

COMO PERCEBER A COMPULSÃO
Existem vários sinais complexos sobe a doença, Ramiro Sancho escreveu um teste rápido que ele aplica em seus pacientes para detectar se existe a possibilidade da pessoa ter compulsão por compras.
Compra coisas sem utilidade, que usa pouco ou que jamais irá utilizar?
Percebe que seu estado é de depressão ou vazio e que as compras representam um alivio?
Sente-se culpado ou arrependimento após efetuar uma ou mais compra?
Passa por períodos de euforia nos quais não controla sua vontade de comprar?
Compra além das suas reais capacidades de pagamento?
Toma empréstimos, mesmo sabendo que não poderá paga-los, para comprar?

TRATAMENTO

Não existe cura definitiva, mas as pessoas podem dominar a doença e ter uma vida normal e saudável. O primeiro passo para esse controle segundo o especialista e reconhecer a doença, não ocultar seus hábitos das demais pessoas e evitar o isolamento.
- Reprimir compras compulsivas, sem tratar as verdadeiras causas, pode levar a canalizar a atenção para novas formas e caminhos a fim de preencher o vazio, caindo assim em outras compulsões, como consumo de drogas, álcool, jogos, sexo entre outros. É muito difícil enxergar essa doença sozinho e mais difícil ainda, controla-la. É imprescindível ajuda profissional – recomenda o psicólogo.
Existe além de psicólogos e psiquiatras, o grupo de Devedores Anônimos, que mediante terapias grupais e acompanhamento, ajudam as pessoas com problemas Segundo o especialista nas principais cidades brasileiras já existem o DA.
- Nas cidades que ainda não tenham o DA, os compulsivos ou mesmo seus familiares podem sugeri ao departamento das faculdades de psicologias para que formem um grupo de apoio a essas pessoas. Caso não consigam o apoio do DA, é importante que a pessoa busque fazer tratamento individual, pois sozinha é muito mais complicado – conclui Ramiro

Pequenas coisas que irritam


Fabíola Cangussu
Repórter

Hoje, vários especialistas tentam entender por quê pequenos incidentes no trânsito, ou mesmo uma simples discussão no trabalho podem desencadear grandes problemas ligados à violência ou ao estresse. E afirmam que o acúmulo de pequenas coisas que irritam no dia-a-dia é responsável por todo esse desequilíbrio.
O cobrador de ônibus Altair Fonseca, 42, morador do Maracanã, diz que costa muito de seu trabalho, porém alguns dias ele precisa se esforçar para não estressar.
- Convivo com muitas pessoas durante meu trabalho, mas às vezes pessoas chegam com problemas e resolvem descontar em todos. Para mim não existe nada pior do que o mau humor. E o pior de tudo que é contagiante! Então para não deixar que isso vire um mal maior, respiro, dou um tempinho e procuro ser educado com a pessoa, pois certamente, se eu responder como a pessoa merece o clima no ônibus fica insuportável – afirma o cobrador.
O que tira a paz da empresária Juliana Fernandes, 38, moradora dos Santos Reis são as pessoas que não respeitam filas.
- Não consigo entender como uma pessoa pode se julgar mais importante do que a outra, ao desrespeitar uma fila. Ninguém gosta de ficar parado esperando, mas é assim que as coisas funcionam. Então quando alguém resolve que tem o direito de passar na frente de todo mundo, eu fico muito brava, e na grande maioria perco a paciência e tiro satisfação, e o mais impressionante é que as pessoas ainda olham para mim como se a errada fosse eu, e isso acaba me irritando ainda mais – ressalta Juliana.
TRABALHO
Segundo os especialistas, no trabalho o estresse pode ter conseqüência mais séria, porque se torna praticamente um convívio diário.
- Já atendi pacientes que tinham várias reclamações referentes ao ambiente de trabalho, o que gera estresse sério, ao ponto de alguns deles necessitarem se afastar do serviço para se tratarem. Mas o mais impressionantes é que vários estudos demonstram que o trabalho não provoca o estresse e, sim o ambiente. Às vezes com medidas simples e uma boa conversa pode-se evitar que o trabalho se torne algo penoso para alguém – comenta Ramiro Sancho.


Pessoas que falam alto demais, não respeitando o ambiente de trabalho podem sem saber está prejudicando os colegas.
- Não é raro encontrarmos pessoas que falam alto demais sem terem consciência disso. Conseqüentemente não sabem que esse hábito está prejudicando o ambiente de trabalho. E se alguém não o avisar, pode nunca a vim perceber. Porém existem formas educadas de fazer isso. E uma delas é nunca abordar o assunto na frente dos outros e se colocar como protagonista de situações semelhantes. Exemplo, se a pessoa fala alto, procure dizer que você tinha esse hábito e que depois percebeu que estava atrapalhando outras pessoas – aconselha o especialista.
ANÁLISE
Por outro lado, Ramiro aconselha que as pessoas façam uma auto-análise sobre seu comportamento em relação as outra pessoas.
- Veja se você não está entre esses que parecem ter engolido uma caixa de amplificador em sua empresa. Afinal, as pessoas nem sempre são surdas e que conversar com alguém que fala alto demais pode ser ensurdecedor – ensina o especialista.
Fernanda Oliveira, 24, assistente de comunicação e moradora do Bairro Santa Rita, reclama da falta de respeito das pessoas com a cidade.
- Fico super irritada quando tentam transformar a cidade numa grande lixeira. Pessoas de dentro dos carros jogam todo tipo de lixo pela janela. E muitas vezes pedestres também têm esse mesmo comportamento. No geral Respiro fundo, pego o lixo e jogo no local adequado – fala a assistente de comunicação.
Infelizmente quando algo que irrita acontece na rua, ou em situações em que não permite o diálogo, os terapeutas aconselham o silêncio.
- Não resta dúvida que o melhor caminho é o diálogo na solução de qualquer problema. Porém, existem situações que isso não é possível. Nem sempre as pessoas estão dispostas a ouvir seu comentário ou crítica. Nesse caso a saída é fazer a sua parte. No caso de Fernanda, a atitude é correta, mas ela precisa aprender a não sofrer com isso. Lembrar que infelizmente nem todos tem a cultura de pensar no coletivo, e lastimar essa falta de conhecimento é uma das maneiras de perdoar as atitudes irritantes, e isso afasta o sofrimento.
Falar no atendimento automático é outro ponto que gera muita reclamação e que pode gerar muito aborrecimento. O jornalista Luís Alberto Caldeira é um exemplo disso.
- É extremamente cansativo tentar falar no atendimento automático via telefone. No geral pedem para teclarmos tanta tecla, que simplesmente aperto qualquer uma e espero um atendente - comenta o jornalista.

COMO EVITAR QUE PEQUENAS COISAS PROVOQUEM ESTRESSE
São muitas atividades desenvolvidas pelo ser humano, e na grande maioria envolvem diferentes círculos de convivência. Para ajudar o leitor de O NORTE lidar com as diversas situações, Ramiro Sancho separou algumas dicas simples de atitudes que devem ser cultivadas para uma melhor qualidade de vida.
Na terapia o primeiro passo é fazer a pessoa saber que quem irrita não faz por mal Recomenda que se fale de amistoso sobre o que incomoda. E deve a todo custo evitar a revanche;
Em situações extrema, ao contar até 10, você desarma o instinto inicial de falar ou fazer algo que irar se arrepender depois;
Lembre-se que a delicadeza deve voltar a fazer parte do cotidiano de todos. Palavras suaves e mesmo pedido de desculpas pode evitar problemas maiores;
Quando já se passou por vários aborrecimentos durante o dia, aconselho um jogo simples entre os familiares. Reúnam todos num ambiente agradável e peça que cada um fale de três coisas que o irritaram. No segundo momento fale sobre situações agradáveis vivenciadas por cada um;
Caso esteja sozinho em casa, escreva as três coisas irritantes em um papel, depois amasse e jogue fora, em seguida, anote as três que o fizeram felizes e pregue em local fácil de ser visto.
- O fato de falar ou mesmo escrever, faz com que o mal estar seja exposto e conseqüentemente se torne algo menos pesado. E falar das situações positivas vividas, serve para lembrar que apesar das irritações o dia teve momentos agradáveis - conclui Ramiro