quinta-feira, 17 de junho de 2010

Prazer: De tabu a ditadura

Fabíola Cangussu
Repórter


Já se foi o tempo em que a pressão para ser bom de cama fosse exclusividade dos homens. Hoje as mulheres estão vivenciando a ditadura do orgasmo, sofrendo com a cobrança de serem as experientes entre quatro paredes.
A leitora Samantha Hancok, 45, Campinas/SP escreveu com dúvidas sobre a sexualidade feminina.
- Quando a mulher não consegue, ou mesmo nunca chegou a um orgasmo, mesmo tendo um relacionamento sexual de 25 anos, isso é uma doença? – questiona Samantha.
O especialista em comportamento social, Ramiro Sancho, diz que apesar de diversos estudos, o orgasmo feminino é um mistério para a ciência.
- Mas o certo que é a maioria das anorgasmia está relacionada a problemas psicológicos como tabu, medos e a dificuldade de percepção do próprio corpo- explica o especialista
Segundo Ramiro, talvez a percepção do próprio corpo seja um dos principais problemas da dificuldade de atingir o prazer.
- Várias pesquisas apontam que mulheres com faixa etária entre 18 a 25 anos apresentam maiores dificuldades de atingirem o prazer que as de 41 a 50. Esses números demonstram que o orgasmo está ligado a experiência, ao autoconhecimento. Significa que os problemas podem ser resolvidos. Principalmente se houver um diálogo aberto entre o casal. Com 25 anos de relacionamento já se passou da hora de criar momentos de diálogo franco – alerta Ramiro.
O especialista diz que cerca de 80% das anorgasmias pode ser contornadas.
- O melhor caminho é procurar um ginecologista e um terapeuta sexual. Eles podem ajudar a entender o porquê dessa dificuldade e assim reestruturar a vida sexual. Nesse meio tempo é interessante que a mulher tente descobrir o que gosta, o que dá prazer. Pensar sobre seus desejos e usar a imaginação. Se conhecer é uma das formas de começar a solucionar os problemas – garante Ramiro.

Limite também é prova de amor



Ramiro Sancho afirma que não conseguiu estabelecer bem a relação de limites na infância, a adolescência se torna mais complicada (FOTO FABIOLA CANGUSSU)


Fabíola Cangussu
Repórter


A modernidade está tirando o sossego dos pais que mais uma vez precisam descobrir formas de colocar limites nos filhos e paralelo a isso, o sentimento de culpa pela ausência faz com que estes evitem o confronto do Não.
Maitê Souza, 36, Contagem/MG escreveu ao Blog, preocupada com a criação dos filhos, demonstrando dificuldade de impor limites.
- Como desligar meus filhos da internet, celulares e jogos? Tento conversar. Não quero ser chata, mas sinto que esse ritmo é pesado para eles, afinal existem a escola e as demais atividades – questiona Maitê.
Ramiro Sancho, especialista em comportamento social diz que muitos pais têm dificuldade de dizer não aos filhos, o que pode gerar problemas no desenvolvimento emocional das crianças e adolescentes.
- A maioria dos pais gostaria de serem os melhores amigos dos filhos. Isso não é ruim, deve inclusive ser fomentado esse desejo. Porém, em nenhum momento se pode esquecer que você além de amiga é mãe. Ser pai ou mãe já é direito adquirido de ser chato. Vale lembrar que não existe regra para a liberdade de cada criança. As regras variam conforme cada família. Quem determina a regra são os pais – afirma o especialista.
No princípio, segundo Ramiro, o dizer não é mais difícil, mas é um momento de aprendizagem tanto para os pais quanto aos filhos.
- Quando não consegue estabelecer bem a relação de limites na infância, a adolescência se torna mais complicada, uma vez que os filhos testam os pais o tempo inteiro em busca disso. Mesmo que pareça contraditório, filhos gostam de limites. É uma forma de descobrirem que são amados – explica Ramiro.
O especialista alerta que os pais não podem ter medo de entrar no universo do filho.
- Você como mãe tem todo o direito de saber por que o filho fica até tarde na internet. Aliás, isso é mais um dever do que direito. Uma das dicas é tirar o computador do quarto e colocá-lo em ambiente de convivência da casa. Se as mensagens de celulares têm costume de acontecer até altas horas, e eles recusam parar, confisque o aparelho toda a noite, até aprendam o uso adequado. Quanto aos jogos de vídeo games, proponha horários específicos. Uma das formas de uso é que eles conquistem seus momentos de uso do computador e jogos eletrônicos através de merecimentos – aconselha.
Mas o especialista alerta que os pais não podem prometer algo e esquecer-se depois.
- Colocar limites exige disciplina. Não adianta prometer e não cumprir. Se afirmar que irá confiscar o telefone caso não siga as regras de casa, confisque! Os filhos sabem quando os pais não confiam em suas próprias regras. E eles irão testar todos os limites dos pais. Afinal dizer sim é muito mais fácil do que dizer não – analisa o especialista.
Ramiro diz que muitos pais acabam criando reis e rainhas dentro de casa por não conseguirem dizer não.
- Todos têm que aprender a lidar com os NÃOS, para crescerem e se tornarem adultos maduros. A falta de limite faz com que muitos cheguem à idade adulta sem amadurecer. Vale ressaltar que educar exige esforço, perseverança e muito amor. Afinal quem ama não tem medo de dizer a verdade e de corrigir – conclui o especialista.

CONTATO fabiolacangussu@yahoo.com.br ENVIE PERGUNTAS, SUGESTÃO DE TEMA. SE POSSIVEL IDENTIFIQUE COM NOME IDADE, E CIDADE - O BLOG DESEJA SE IDENTIFICAR CADA VEZ MAIS COM VOCÊ

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Nora X Sogra, como evitar esse combate?






Segundo Ramiro evitar atritos com a sogra significa baixar um pouco a guarda. Isso ajuda a manter uma relação amistosa, mesmo quando sogra e nora discordem (FOTO FABÍOLA CANGUSSU)



Fabiola Cangussu
Repórter

Não é de hoje que o relacionamento nora e sogra faz parte dos debates especializados em comportamento social e das conversas do botequim. Humoristas se valem desses problemas para criar empatia com seu público, por detectar ser algo que a maioria já vivenciou.
A leitora Amanda Basto, 29, Prado/BA sugeriu ao Blog que se comentar sobre essas relações de amor e ódio, questionando como agir diante desse problema.
- Como faço para melhorar o meu relacionamento com minha sogra? Ela sempre procura me criticar, tenta se intrometer nos assuntos de minha casa. O pior, eu percebo que meu marido sofre com esse clima ruim – lamenta Amanda.
Ramiro Sancho, especialista em comportamento social, diz que essa questão envolve várias nuances do desenvolvimento humano.
- Nunca podemos menospresar os fatos do dia a dia que envolve o relacionamento nora e sogra. Eles envolvem ciúmes e competição. Uns podem ser comentários feitos por sogra problemática e outros pelas neuróticas. O certo é tentar contornar. Quando a sogra buscar invadir o espaço do casal o melhor é ser política. Lembre-se que o lar é seu e a sogra é apenas visita. Não custa ser amável e ignorar as criticas duras. Sempre que possível encontre pontos para elogiá-la. Mas faça isso de forma natural eamiga – aconselha Ramiro.
No entanto, o especialista alerta para que Amanda não seda em questões vitais relacionada ao andamento de seu lar.
- Evitar atritos com a sogra significa baixar um pouco a guarda. Isso ajuda a manter uma relação amistosa, mesmo quando sogra e nora discordem. A tolerância pode fazer brotar um amor inesperado entre as duas. Afinal, ambas amam uma pessoa especial, o filho e o esposo. No momento de estresse tente lembrar que a sogra é mãe e deseja o bem do filho sempre. Colocar-se na posição da outra pessoa ajuda você a dosar suas reações – garante o especialista.
Ramiro alerta que em alguns casos graves, mães super protetoras e pocessivas devem ser analisadas por especialistas, pois elas podem comprometer a saúde familiar.
- Tudo que sai fora do limite, merece maior cuidado. Nesses casos, além de diálogo, a família precisa buscar ajuda psicológica. Terapia individual ou em conjunto é indicado para que a harmonia prevaleça – conclui Ramiro.

LEMBRETE:


• Sogra é a mãe. Instintivamente ela ira proteger e na maioria dos casos superproteger seu filho.
• Sempre deve existir um diálogo franco e honesto entre as duas;
• Nunca fale mal ou critique seu marido na frente da sogra, isso jamais será bem aceito por ela
• Estabeleça limites em sua relação com a sogra. Mas nunca seja você a responsável de expor isso. Essa tarefa é de seu marido.
• Jamais tente concorrer com ela. Faça dela sua aliada.

Amor sobrevive à distância?







Ramiro Sancho diz que não é fácil namorar vivendo em locais diferentes, mas pode promover algumas vantagens (FOTO FABÍOLA CANGUSSU)



Fabíola Cangussu
Repórter

Uma das principais características do amor é querer está junto, compartilhar momentos e desfrutar da intimidade um do outro. Mas como fazer isso quando algo provoca o distanciamento físico?
Essa é a dúvida de Leilane Gomes, 37, Recife/PB, enviada ao Blog.
- Namoro há quase dois anos, e meu namorado teve que mudar de cidade. Como faço para manter essa relação à distância? Amamos-nos muito, mas essa situação nova está me assustando – questiona Leilane.
O especialista em comportamento social Ramiro Sancho diz que não é fácil namorar vivendo em locais diferentes, mas pode promover algumas vantagens.
- No caso de Leilane, a principal palavra é confiança, e isso significa não pensar no que pode acontecer com eles no período de afastamento. Nada é mais prejudicial a qualquer relacionamento do que o medo de traição. Vencendo essa etapa, o casal descobrirá ser mais fácil apostar no romantismo, uma vez que não há o desgaste do dia a dia – afirma Ramiro.
Mas, segundo o especialista, os dois necessitam ficar alerta e não transformar o relacionamento em algo ilusório.
- Em nenhum instante esse casal deverá esquecer que irão voltar à convivência diária. Assim, mesmo aproveitando o romantismo, as questões reais necessitam permanecer no relacionamento. A tecnologia é um fator que contribui com a manutenção de casais. Mas na maioria das vezes isso só é possível se a relação já for madura – alerta o especialista.

DICAS PARA NAMORAR A DISTÂNCIA


• O telefone, a internet é uma boa forma de trocar as experiências diárias do casal;
• Dependendo da distância, planeje encontros semanais ou mensais, tomando cuidado para fazer revezamentos;
• O erotismo precisa ser incentivado. Use a imaginação e porque seu parceiro, mesmo a distância. Se sentir desejado, provoca desejo;
• A vida dos dois segue em frente. Nada de abandonar sonhos e projetos. A admiração um pelo o outro aumenta o vínculo
• E o principal, confie em você mesmo, para que o ciúme não destrua o relacionamento, minando-o com inseguranças.



CONTATO fabiolacangussu@yahoo.com.br ENVIE PERGUNTAS, SUGESTÃO DE TEMA. SE POSSIVEL IDENTIFIQUE COM NOME IDADE, E CIDADE - O BLOG DESEJA SE IDENTIFICAR CADA VEZ MAIS COM VOCÊ

terça-feira, 15 de junho de 2010

Assédio moral provoca danos


Ramiro afirma que a empresa assim que perceber algum indício da violência deve procurar resolver com urgência, pois pode desencadear o processo em todo o local de trabalho (FOTO FABIOLA CANGUSSU)




Fabíola Cangussu
Repórter


O alto índice de desemprego, considerado um fenômeno mundial é apontado como um dos fortes fatores que elevou o número de casos de assédio moral, conhecido também por alguns especialistas como assédio psicológico e pode, dependendo da intensidade e freqüência do assédio, produzir efeitos arrasadores.
Especialistas brasileiros estão realizando estudos a fim de provocar mudança na legislação para que o assédio moral possa configurar como crime.
- Infelizmente a legislação ainda não aborda o assédio, porém os juristas já conseguem perceber e punir os agressores. Nós usamos o constrangimento como forma de ajudar as vítimas. Nesse caso, comprovando o assédio, o agressor será punido conforme cada caso, podendo entre outras medidas, ter de pagar indenização. Nas pequenas empresas os funcionários preferem sair do emprego, mas nas grandes empresas, conseguimos medida legais para que a vítima passe a ser respeitado no local de trabalho – informa a advogada Aline Cardoso.
Porém o especialista em comportamento social Ramiro Sancho diz que na maioria das vezes os casos de abusos não chega à justiça.
- A violência moral por ser claramente psicológica não deixa marcas físicas, então fica difícil ser percebida pelos demais. A humilhação e a desvalorização do trabalhador o coloca numa situação de marginalização. Por medo e por vergonha, sente-se sem saída. As vítimas deste assédio acabam silenciando-se – explica o psicólogo.
O psicólogo salienta que os efeitos das agressões são graves e que devem ser tratados imediatamente ao serem diagnosticados.
- Nos casos mais graves da doença, o paciente pode desenvolver pensamento suicida, e muitas vezes chegando a realizar o suicídio. É papel da empresa criar mecanismo para inibir os agressores. Muitas vezes o superior hierárquico exerce a violência sem que a diretoria tome conhecimento. Portanto, é viável que as empresas criem estrutura de comunicação que ajude a acessibilidade de todos. Um bom começo são as reuniões periódicas em que permitam que todos tenham direito a voz. Permitir que o sindicato tenha contato direto aos funcionários e, na medida do possível, criar uma ouvidoria – aconselha o especialista.
Segundo Ramiro, a empresa assim que perceber algum indício da violência deve procurar resolver com urgência, pois pode desencadear o processo em todo o local de trabalho.
- Alguns agressores conseguem que a vítima seja mal vista pelos colegas e podem começar a ser ridicularizados pelos outros através de apelidos e nomes desagradáveis. O assédio se espalha, passando a ser realizado não apenas por uma pessoa, mas por várias. O que pode fazer com que as próprias tentativas de se defender e de denunciar o assédio sejam taxadas de mania de perseguição – constata o psicólogo.
Pessoas que sofrem assédio moral perdem em rendimento. A capacidade de concentração reduz. O relacionamento com os colegas fica difícil apresentam falhas no cumprimento do trabalho, são os dados apontados nos estudos realizados pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria.
- Baseado nisso, a tendência é que os empresários comecem a preocupar mais com essa realidade, a fim de evitar entre outras coisas as perdas da empresa. Ninguém deseja ter perda de produção, de dinheiro e muito menos ter de pagar indenização por conta das atitudes dos agressores – analisa Ramiro.
O especialista aconselha que empresas de médio e grande porte tenha em seu quadro de funcionários, psicólogos para atender os trabalhadores.
- Mesmo que não tenha o profissional no ambiente de trabalho, é sempre recomendável que a empresa apóie e estimule a vítima a ter ajuda psicológica. Vale lembrar que é obrigação da empresa custear o tratamento da vítima – conclui Ramiro


CONSEQUÊNCIAS DO ASSÉDIO


Dificuldade emocional: irritação constante, falta de confiança em sim; cansaço exagerado, diminuição da capacidade para enfrentar estresse, pensamento repetitivos;

Alterações do sono, dificuldade para dormi, pesadelos, interrupções freqüentes do sono, insônia;

Alteração da capacidade de concentrar-se e memorizar, amnésia, psicogena, diminuição da capacidade de recordar os acontecimentos;

Anulação da atividade ou situações que possam recordar as torturas importantes anteriormente;

Sensação negativa do futuro. Vivencia depressiva;

Sentimento de culpa. Pensamento suicida, tentativa de suicídio;

Aumento de consumo de bebida e drogas;

Estresses, em 47% associados à tortura psicológica;

Dificuldade de fazer novas amizades;

Morte social;

Retraimento no relacionamento com amigos;

Redução da capacidade de relacionar com outras pessoas;

Degradação com relacionamento com esposa e filhos, maus tratos as mulheres e filhos;

Indiferença com responsabilidade familiar

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Homens querem o controle



Ramiro Sancho afirma que os homens buscam o controle sobre si e sobre os acontecimentos, impedindo-os de criar parcerias com facilidade (FOTO FABÍOLA CANGUSSU)



Fabíola Cangussu
Repórter


O controle é algo buscado pelos homens desde a pré-história, e isso continua sendo verdade em pleno século XXI. Tarefa considerada exaustiva uma vez que a mulher na contramão da meta masculina, também se esforça para gerenciar seu próprio universo.
Heloisa Martins, 32, Santos/SP, está com dificuldade de entender esse processo de busca pelo controle em seu relacionamento, e questiona ao blog sobre isso.
- Estou namorando há três meses. Está gostoso. Em alguns momentos parece que ele tenta não se envolver, em outros se demonstra ser a pessoa mais apaixonada do mundo. Fico sem saber como agir. O que fazer? – questiona.
Ramiro Sancho, especialista em comportamento social diz para Heloisa se tranquilizar, e dar tempo ao tempo para a relação amadurecer.
- As reações demonstradas pelo parceiro de Heloisa são consideradas normais no início dos relacionamentos. Os homens buscam o controle sobre si e sobre os acontecimentos, isso os impedem de criar parcerias com facilidade – explica
O especialista afirma que a dificuldade em formar parceria não impede que os homens tornem parceiros carinhosos e compreensivos.
- O que estou dizendo é que no início eles entram em pânico, por medo do controle da relação sair de sua mão. Então, dizem para si mesmos que precisa ir mais devagar, manter um pouco de distância e outros pensamentos desse tipo. Pode ser aceitável ou não seus pensamentos, mas isso faz parte de seu comportamento. Nesse caso, cabe a mulher entender que existe esse processo dentro da maioria dos homens, e procurar relaxar e deixar que a vida siga o seu curso – aconselha o especialista.
Segundo Ramiro o que não pode ser considerado normal é que esse homem continue mandando duas mensagens contraditórias com o passar do tempo.
- Se a mulher busca uma relação estável que possa evoluir para a construção de uma família, e esse homem continua tentando manter-se distante, significa que os dois devam reavaliar o que desejam da relação. Vale ressaltar que alguns homens por alguns motivos não conseguem se desvencilhar desse medo sozinho, ai, a saída é investigar as causas. Aconselho a busca de um bom psicólogo – conclui Ramiro.


CONTATO fabiolacangussu@yahoo.com.br ENVIE PERGUNTAS, SUGESTÃO DE TEMA. SE POSSIVEL IDENTIFIQUE COM NOME IDADE, E CIDADE - O BLOG DESEJA SE IDENTIFICAR CADA VEZ MAIS COM VOCÊ

sábado, 12 de junho de 2010

Será que todos gostam de sexo?



Segundo Ramiro o trauma também é fator para a negação do sexo (FOTO CAROL AYALA)



Fabíola Cangussu
Repórter

Alguns especialistas afirmam que o desejo sexual é tão natural quanto o sentir fome. Outros acham que a falta de desejo não deve ser considerada um mal e sim ser respeitada. Esse debate chegou recentemente à novelinha Malhação, destinada ao público adolescente.
Samanta Hancock, 45, Campinas/SP sugeriu ao blog esse debate, questionando se existiam pessoas que não gostavam de sexo.
O especialista em comportamento social Ramiro Sancho diz que necessariamente ninguém é obrigado a fazer sexo.
- Quando se percebe a falta de desejo recomenda-se uma busca pelos motivos de não se gostar de fazer sexo. Um dos questionamentos a se fazer no primeiro momento é se não se gosta, ou se não sente vontade – explica Ramiro.
Às vezes a pessoa apresenta disfunção sexual apresentada pela ausência parcial ou total do desejo sexual e segundo o especialista nesses casos tem tratamento.
- Após verificar se não há nenhum desequilíbrio hormonal ou outros problemas fisiológicos, passa a se estudar a possibilidade da existência de medos. Apesar de estarmos no século XXI, a sociedade ainda é castradora. A sexualidade é vista por alguns de forma equivocada. Grande parte da população mundial não sabe nada sobre sexo. É comum ouvirmos frases de pessoas que ligam o sexo a palavras negativas, ou mesmo, ao pecado – afirma o especialista.
Segundo Ramiro o trauma também é fator para a negação do sexo.
- Tanto homens quanto mulheres podem passar por experiências ruins na iniciação sexual, isso ser bloqueado a ponto de não se lembrar, mas a sensação de que o sexo é algo que não se deseja ficar gravada na mente. É importante lembrar que em muitos casos, a perda do desejo sexual está ligada também a perda da busca pelos demais prazeres da vida – alerta o especialista.
Ramiro afirma que não existem regras para se conduzir a vida pessoal, o que não pode ocorrer é a aceitação do sofrimento como normal.
- O que determina se a pessoa deve ou não procurar tratamento para a falta de desejo ou mesmo, pela possível assexualidade é o sofrimento. Tudo que gera algum tipo de dor, não importando se física ou emocional precisa se buscar sanar. Se a falta de desejo atrapalha as relações amorosas, a convivência em sociedade e a própria inconformabilidade consigo mesmo, é sinal que chegou o momento de consultar especialistas- afirma.

Alerta aos pais


O diálogo em família, segundo Ramiro, é de suma importância para o desenvolvimento do indivíduo, principalmente na infância e adolescência.
- O desenvolvimento sexual também é assunto para ser falado em casa. Alguns estudos apontam que pessoas que se dizem assexuadas percebem a falta de interesse sexual na adolescência. Quando existe o diálogo franco entre pais e filhos, esse fato pode ser visto com mais naturalidade e o sofrimento sanado. Tudo o que incomoda é mais fácil de ser resolvido no princípio, pois não gerou danos maiores – garante Ramiro.

CONTATO fabiolacangussu@yahoo.com.br ENVIE PERGUNTAS, SUGESTÃO DE TEMA. SE POSSIVEL IDENTIFIQUE COM NOME IDADE, E CIDADE - O BLOG DESEJA SE IDENTIFICAR CADA VEZ MAIS COM VOCÊ

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Homem tem medo de falhar


Segundo Ramiro, por mais estranho que possa parecer, toda vez que o homem percebe um engano cometido, o alerta vermelho é acionado no cérebro (FOTO CAROL AYALA)




Fabíola Cangussu
Repórter

Não é de hoje que se comenta a dificuldade do homem em assumir que cometeu um engano. Ouvir a frase: DESCULPA-ME ERREI é quase que viver em um universo paralelo.
Luana Minar, 31, Campinas/SP escreveu pedindo conselhos de como lidar com o marido, que não aceita seus próprios erros.
- Ele é o que podemos chamar de cabeça dura. Nunca aceita que errou. E quando percebe não ter como disfarçar. Costuma ficar muito bravo. O caso se agrava se eu estiver envolvida no assunto. Pode ser por coisas bobas, até mesmo, errar um endereço – relata Luana.
Ramiro Sancho, especialista em comportamento social diz que essa atitude masculina tem suas origens estudadas pela antropologia.
- Na pré-história o homem era responsável pela provisão da família. Ele saia para caçar e tinha necessariamente que ser eficiente. Cometer falhas significava correr o risco de não alimentar as pessoas que ficavam na caverna esperando seu retorno. Com o passar do tempo, ao deixar de ser nômade, além da caça ele teve que se tornar guerreiro para garantir a sobrevivência de sua aldeia. De novo, estava fadado a não cometer nenhuma falha. Porém, não é desculpa para a intransigência. É apenas uma forma de entender o que se passa na cabeça de um homem – explica.
Segundo Ramiro, por mais estranho que possa parecer, toda vez que ele percebe que cometeu um engano, um alerta vermelho é acionado no cérebro.
- Esse alerta o diz VOCÊ NÃO FOI CAPAZ DE PROTEGER SUA FAMÍLIA, ou algo desse tipo. Uma das formas de Luana evitar esses conflitos é conversar com o esposo com sutileza e fazê-lo enxergar os fatos, sem com isso o dar a impressão de que ele errou. Lembre-se que convivência exige tolerância e sabedoria. Agindo dessa forma, o parceiro irá adquirir confiança no relacionamento e esse pânico de falhar desaparecerá – ensina Ramiro.
Quanto aos homens, o especialista aconselha a não levar seus erros para o lado pessoa.
- O ser humano é passível de falha. A parceira em nenhum momento está em competição. Pelo contrário, ela está ao seu lado para juntos crescerem. Quando ela descobre falhas, espera que encontrem formas de resolver. A mulher é um ser amoroso e está pronta a apoiar sempre que necessário – garante o especialista


CONTATO fabiolacangussu@yahoo.com.br ENVIE PERGUNTAS, SUGESTÃO DE TEMA. SE POSSIVEL IDENTIFIQUE COM NOME IDADE, E CIDADE - O BLOG DESEJA SE IDENTIFICAR CADA VEZ MAIS COM VOCÊ

terça-feira, 8 de junho de 2010

Por que mulheres fortes fingem ser frágeis?




Ramiro afirma que muitas mulheres crescem, mas continuam buscando a figura paterna no parceiro (FOTO CAROL AYALA)





Fabíola Cangussu
Repórter


A mulher do século XXI conquistou seu espaço na vida pública e no mercado de trabalho. Pesquisas apontam que está nas mãos delas decisões importantes, como quem será o próximo presidente do Brasil. Porque será que muitas ainda continuam tentando parecer não ser detentora dessa força?
Essa pergunta foi feita ao blog por Amanda Basto, 29, Prado/BA, querendo descobrir os motivos que levam sua amiga a agir de forma contrária a sua natureza.
- Tenho uma amiga super legal. Ela é dinâmica, inteligente e criativa. Mas quando está perto do namorado vira outra. Fica parecendo frágil. Esperando a decisão dele para tudo. Ele por sua vez parece não perceber o quanto ela é especial. Posso fazer alguma coisa para mudar isso?

Segundo o especialista em comportamento social Ramiro Sancho, não é raro encontrar mulheres que tem o mesmo comportamento da amiga de Amanda Basto.
- Isso ocorre porque elas mantêm a idéia antiquada que devam construir suas vidas em torno de um homem, como um satélite. Crescem mas continuam buscando a figura paterna no parceiro. O que se pode fazer nesses casos é procurar através do diálogo reforçar as qualidades dela, mas se for algo mais enraizado, a ajuda de profissionais é o indicado – explica o especialista.
Ramiro fala que essas pessoas acabam desenvolvendo problemas de se relacionarem amorosamente, uma vez que emitem duas imagens ao parceiro.
- Os homens vêem essas mulheres fortes, decididas, comunicativas. São atraídos por isso. Mas assim que começam a se relacionarem elas mudam. Isso pode fazer com que o parceiro perca o interesse, uma vez que não encontra mais a mulher por quem se sentiu atraído – analisa o especialista.
Ramiro faz alguns alertas as mulheres:
• Quando você abre mão de sua carreira e amigos para se ligar apenas ao parceiro. Corre o risco de se perder no amanhã;
• Quando passa a não valorizar quem você é, outros também não farão isso;
• O que a faz ser sedutora é você com toda sua complexidade. Se abrir mão disso, deixa de existir;
• Lembre-se: Só amamos o que realmente conhecemos.


CONTATO fabiolacangussu@yahoo.com.br ENVIE PERGUNTAS, SUGESTÃO DE TEMA. SE POSSIVEL IDENTIFIQUE COM NOME IDADE, E CIDADE - O BLOG DESEJA SE IDENTIFICAR CADA VEZ MAIS COM VOCÊ

APRENDER A LIDAR COM FRUSTRAÇÕES É SAUDÁVEL


Ramiro Sancho reforça que todos, em algum momento da vida, experimentam algum tipo de frustração (FOTO CAROL AYALA)




Fabíola Cangussu
Repórter

Lidar com as frustrações é um exercício diário que se inicia na primeira infância. A falta de preparo para suportar e superar frustrações na infância pode aumentar ainda mais a inclinação de se ter crises emocionais desencadeadas por contrariedades pequenas, e insatisfações crônicas. Quando se aprende essa lição é mais fácil lidar com os imprevistos da vida, sem que o desânimo afaste o individuo das suas metas e sonhos.
A leitora Grace Lacerda De Montes Claros/MG sugeriu ao blog para falar sobre esse tema, discutindo qual a melhor forma de superar os acontecimentos que não estavam planejados em relação à amizade, amor e o trabalho.
Ramiro Sancho explica que o sucesso nas relações de trabalho, amizades e amor surge no momento em que se aprende a lidar com os NÃOS recebidos.
- Precisamos lembrar que a vida não tem script. Ela é feita de ação e reação, e como é compartilhada, as demais pessoas também reagem a outros estímulos. O que dificilmente agirá sempre da forma que se espera. – explica o especialista.
O que não pode acontecer segundo Ramiro é as pessoas deixarem de viver experiências por medo de se frustrar.
- Quem nunca ouviu amigos dizerem assim: eu não quero mais me relacionar, pois toda vez eu me machuco? Caso já tenha passado esses pensamentos em sua cabeça, fique atento. Inúmeras vezes deixa de ser feliz, na tentativa de evitar sofrimentos. O medo da frustração impede que você aja, que você realize seus sonhos, que você se relacione, que se arrisque. A vida sem surpresa se torna monótona – afirma Ramiro.
O especialista reforça que todos, em algum momento da vida, experimentam algum tipo de frustração.
- A frustração é um sentimento que se desenvolve quando se ver privado de uma satisfação que acha ser legítima, mesmo que às vezes não tenha razão. Faz parte do amadurecimento saber que nem todos os desejos podem ser satisfeitos - alerta Ramiro – Não se pode esquecer que libertar-se da frustração exige determinação individual. Caso contrário vem amargura e o mal-humor. Não se pode fugir da dor, mas se pode aprender a lidar com ela. E o tratamento psicológico pode ser a saida.



CONTATO fabiolacangussu@yahoo.com.br ENVIE PERGUNTAS, SUGESTÃO DE TEMA. SE POSSIVEL IDENTIFIQUE COM NOME IDADE, E CIDADE - O BLOG DESEJA SE IDENTIFICAR CADA VEZ MAIS COM VOCÊ

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Inveja ganha pesquisa




Ramiro Sancho afirma que a inveja tem seu lado bom quando ele é canalizado para ações positivas (Foto: Carol Ayala)





Fabíola Cangussu
Repórter


O leitor do blog elegeu com 43% dos votos a inveja como sendo um dos piores defeitos de uma pessoa. A explicação para isso pode está embutida nos significados desse sentimento contido na tradição católica como um dos sete pecados capitais.
Ramiro Sancho diz que a inveja faz com que as pessoas parem de comemorar suas conquistas para desejar ter a do outro.
- Isso certamente é um causador de problemas graves. Não valorizar o ganho pessoal, as vitórias alcançadas pelo esforço próprio é reforçar ao cérebro a sua total incapacidade de vencer. É bloquear a área de recompensa. Isso gera um estado de insatisfação constante, tornando a pessoa amarga e de difícil convivência – explica Ramiro.
Segundo o especialista a inveja é um sentimento normal que é constantemente negado, pois está atrelado aos pecados, mas ele atinge a todos em algum momento da vida.
- Homens, mulheres, crianças e adultos. Não importa. Esse sentimento faz parte do ser. Mas na maioria das vezes ele é negado. Chega até dizer que se sente ciúmes no lugar de inveja. O invejoso deseja ter todos os bônus do outro, e costuma aumentar a realidade do vizinho. Vem dai aquele dito popular: A grama do vizinho é sempre mais verde – afirma.
O especialista afirma que a inveja tem seu lado bom quando ele é canalizado para ações positivas.
- Isso ocorre quando alguém consegue algo e isso serve de incentivo para que você consiga também. E a pergunta na mente do invejoso é : Se ele conseguiu, eu também posso. Diferentemente acontece quando surge a pergunta: Porque ele conseguiu? Certamente fez algo errado para isso. Eu tenho muito mais qualificação do que ele – exemplifica o especialista comportamental.
Ramiro alerta que a inveja é destrutiva quando o invejoso tenta desqualificar o invejado.
- A inveja provoca mais mal ao invejoso do que o invejado. A amargura o torna incapaz de se observar e perceber o quanto seu potencial pode levá-lo a chegar onde deseja. Como esse sentimento normalmente não é direcionado a uma única pessoa, acaba desencadeando o isolamento social, uma vez que ao perceberem, as pessoas acabam se afastando, para não terem suas vidas contaminadas.
Por outro lado Ramiro sugere ao invejado para ser compreensivo.
- Procure perceber que por mais que a pessoa o tente desqualificar, ele apenas deseja ser como você é. Uma das alternativas para chamá-lo a razão é ressaltar as qualidades do invejoso. E acima de tudo, lembre que é um sentimento natural. Olhe com brandura e tolerância- aconselha Ramiro.

Já para o invejoso Ramiro aconselha a melhorar sua auto-estima, perceber suas qualidades.
- Todos têm potenciais, é necessário explorá-lo. Se não nasceu com a voz de um tenor, pode ser que a artes plásticas seja o seu dom. E caso continue insistindo nas aulas de canto, a humanidade corre o risco de perder um grande pintor. Isso não quer dizer que você não deva usar a persistência para melhorar. Chamo apenas a atenção para que se inspire nos outros sem se esquecer de ver o que você tem a oferecer. Se não conseguir isso sozinho busque ajuda profissional.

CONTATO fabiolacangussu@yahoo.com.br ENVIE PERGUNTAS, SUGESTÃO DE TEMA. SE POSSIVEL IDENTIFIQUE COM NOME IDADE, E CIDADE - O BLOG DESEJA SE IDENTIFICAR CADA VEZ MAIS COM VOCÊ

domingo, 6 de junho de 2010

Aposentadoria provoca doenças



Ramiro diz que as pessoas trabalham sempre pensando no amanhã, esquecendo de vivenciar o agora. Aposentaria representa que o futuro chegou




Fabíola Cangussu
Repórter

Aposentadoria é uma medida tomada pela sociedade para garantir qualidade de vida ao trabalhador em sua velhice. Mas que pode provocar doenças quando não se prepara para sua chegada.
O leitor Eduardo Passos, 62, Niteroi/RJ, disse que apresentou quadro de workaholic, foi curado, mas que ainda não sabe lidar com a possibilidade de aposentadoria.
Adriana Reis, 28, Goiânia/GO também questiona o que pode acontecer a essas pessoas que não se prepara para se aposentar e isso acontece.
Ramiro Sancho diz que não se preparar para aposentadoria desencadeia inúmeros problemas de saúde, podendo em muitos casos levar a morte.
- Pesquisas já confirmaram que há grande mortandade em pessoas que se aposenta mais cedo. A maioria com doenças cardiovasculares, sendo que elas não tinham predisposição a isso – relata Ramiro.
A explicação para que esse fato ocorra, segundo o especialista, está em não se preparar para envelhecer.
- As pessoas trabalham sempre pensando no amanhã, esquecendo de vivenciar o agora. Aposentaria representa que o amanhã chegou. Como estão condicionadas a viver em função do futuro, isso acaba desestruturando sua existência, perdendo o sentido da vida, desenvolvendo a depressão – constata.
Com depressão, Ramiro relata: o aposentado para de se cuidar, desiste de praticar atividades físicas e deixa de ter contato com amigos.
- É preciso entender que aposentadoria é um bem. Não é um causador de doenças. Ela é o reflexo de como se encara a vida no decorrer do desempenho profissional. Se o trabalho é apenas mais uma função que se desempenha, a aposentadoria chega e o individuo consegue canalizar suas energias para outro foco. E esse descanso passa a ser oportunidade de realizar projetos abandonados por falta de tempo, como o estudo de um novo idioma ou história da arte, fazer uma grande viagem, ou mesmo se dedicar a trabalhos voluntários – afirma Ramiro.
O alerta do especialista é que as pessoas substituam o trabalho desenvolvido durante a vida profissional por outras atividades que estimulem o intelecto e o corpo.
- A vida é movida a desafios. O cérebro necessita ser estimulado. Sem trabalhar o mecanismo de recompensa a depressão pode chegar. Então meu conselho é que todos aprendam a dividir bem seu tempo. Aproveite o período profissional desenvolvendo paralelamente outras atividades que dêem prazer. Com a aproximação da aposentadoria, crie novas metas a serem conquistadas. Com isso, o afastamento da vida profissional não significará o fim, mas um recomenço- conclui o especialista.

CONTATO fabiolacangussu@yahoo.com.br ENVIE PERGUNTAS, SUGESTÃO DE TEMA. SE POSSIVEL IDENTIFIQUE COM NOME IDADE, E CIDADE - O BLOG DESEJA SE IDENTIFICAR CADA VEZ MAIS COM VOCÊ

sábado, 5 de junho de 2010

Workaholic é aceito




Ramiro diz que os workaholic são motivados pela concorrência do mercado, obsessão em melhorar a vida econômica ou mesmo, aceitação de si mesmo e dos outros (FOTO CAROL AYALA)




Fabíola Cangussu
Repórter


Uma palavra começou a ser muito usada por algumas pessoas bem sucedida profissionalmente no Brasil, difundida como normal e digna de orgulho: Workaholic.
A pedido de Paulo César, 19, Betim/MG, Ramiro Sancho separou o espaço de hoje para falar sobre esse tema.
- Workaholic deriva da expressão alcoholic, ou na tradução, alcoólatra, e ela nasceu para denominar as pessoas viciadas em trabalho. É um mal antigo, mas que devido à competitividade está afetando um número maior de pessoas em todo o mundo. O mais complicado desse vício é o fato dele ser admirado pela sociedade – explica Ramiro.
A sociedade ensina que o trabalho enobrece o homem. Essa verdade embutida na consciência de cada indivíduo, segundo o especialista faz com que esse vício não seja investigado.
- No geral os workaholic são motivados pela concorrência do mercado, obsessão em melhorar a vida econômica ou mesmo, aceitação de si mesmo e dos outros. Elas passam a colocar o trabalho a frente de tudo como família, lazer e a própria saúde. A palavra férias é um pesadelo que não consegue lidar. É como se fosse uma máquina que se deixa ligada o tempo todo – exemplifica o especialista comportamental.
Ramiro ressalta que nenhuma máquina é programada para ficar ligada tempo integral.
- O ser humano muito menos. Além de prejudicar as relações sociais, uma vez que parentes e amigos são colocados em segundo plano, o workaholic sofre com a auto-cobrança e as pressões do dia a dia. O resultado influencia seu organismo provocando insônia que desencadeia surtos de maul-humor, de agressividade, dificuldade de racionalizar problemas – analisa o especialista.
O desejo de prosperar, crescer em sua profissão faz parte do ser humano.
- Em todas as culturas existem esses desejos adaptados a realidades locais. Mas algo está errado quando para isso se gasta mais de 12 horas por dia e quando essa dedicação nasce do medo de fracassar. O equilíbrio é o melhor caminho para seguir na direção certa. Não conseguindo isso sozinho, deve-se buscar grupo de apoio e ajuda profissional – aconselha Ramiro.


CONTATO fabiolacangussu@yahoo.com.br ENVIE PERGUNTAS, SUGESTÃO DE TEMA. SE POSSIVEL IDENTIFIQUE COM NOME IDADE, E CIDADE - O BLOG DESEJA SE IDENTIFICAR CADA VEZ MAIS COM VOCÊ

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Desemprego provoca angustia



Ramiro Sancho diz que voltar ao mercado de trabalho exige criatividade e motivação. Quando se percebe que a pessoa é muito mais que o seu lado profissional, é possível enxergar todas as possibilidades




Fabíola Cangussu
Repórter


Um dos maiores problemas causado pelo desemprego é a depressão, principalmente entre os pais de família. Pesquisas revelam que a dificuldade de manter o mesmo padrão econômico provoca a queda da auto-estima, podendo, em casos extremos, desestruturar o convívio familiar.
O leitor (a) que preferiu não se identificar relatou que está sem trabalho há quase dois anos, o que o fez se afastar dos amigos, mantendo-se recolhido em sua casa.
Ramiro Sancho diz que o pior nesses casos é o isolamento, uma vez que o retorno ao mercado de trabalho exige que os contatos sejam mantidos.
- O leitor não ofereceu detalhes sobre sua realidade, então vamos analisar de forma geral. Pesquisas apontam que o bom relacionamento com pessoas de sua área o ajuda a ser recolocado mais cedo. As empresas cada dia confia mais em seus funcionários, dando preferência as indicações dos mesmos – afirma o especialista.
Outro ponto importante, ressaltado por Ramiro, é o fato de não ser vergonha ficar sem trabalho. No mercado capitalista essa troca de função é perfeitamente normal.
- A mudança de funcionários em uma empresa é comum. O ritmo acelerado da economia propicia isso. O que não é normal são as pessoas diante dessa realidade se fechar e considerar que o seu mundo deixou de ter objetivos. Precisamos lembrar que somos mais que nossa carreira. A vida profissional é apenas mais uma capa em que protegemos nosso eu. Existem pessoas atrás de cada psicólogo, jornalista, professor, engenheiro e médico. Quando esses não estão exercendo suas funções, não significa que deixaram de ser úteis ao seu círculo social – explica Ramiro.
A depressão é não conseguir aceitar a realidade como ela se apresenta, e segundo o especialista, isso impede que a pessoa consiga perceber as oportunidades que surgem a cada instante.
- Voltar ao mercado de trabalho exige criatividade e motivação. Quando se percebe que a pessoa é muito mais que o seu lado profissional, é possível enxergar todas as possibilidades. As mudanças ajudam a reciclar a vida, os sonhos e os projetos. O desemprego pode ser encarado como fracasso ou como chance de recomeço. Lamentar-se não leva a nenhum lugar. Criar metas e agir é o melhor caminho – avalia o especialista.

CONTATO: fabiolacangussu@yahoo.com.br PARTICIPE, ENVIE SUGESTÃO DE TEMA, FAÇA PERGUNTAS PARA QUE O BLOG SE IDENTIFIQUE CADA VEZ MAIS COM VOCÊ

Confiar ou não em quem já traiu?



Ramiro Sancho diz que não se pode construir uma casa em terreno instável, porque ela fica bonita por algum tempo, mas irá ruir a qualquer instante (FOTO FABÍOLA CANGUSSU)


Fabíola Cangussu
Repórter


Pau que nasce torto nunca se endireita. Será? Esse é um ditado fatalista que desacredita o poder de mudança. Se o mundo vive sempre em movimento e as pessoas seguem seu ritmo pode-se fazer uma afirmação tão fatalista assim?
Ana Paula Oliveira de São Paulo levantou essa questão com o seguinte comentário: “Estou interessada em uma pessoa, porém fico preocupada. Ela foi infiel em seus relacionamentos anteriores. Inclusive confessou que traiu a ex. várias vezes. É ingenuidade pensar que será diferente comigo?
Ramiro Sancho alerta que qualquer fatalismo é prejudicial ao desenvolvimento humano.
- A cautela ao fazer um pré-julgamento é necessária sempre. Neste caso vamos esquecer a pessoa em quem está interessada e focar em você. O processo de confiança independe do outro, existe em você mesma. Quando se diz eu confio, significa que você nem pensa no assunto. E neste momento não é o que acontece – constata.
Segundo Ramiro, a falta de confiança mina os relacionamentos e fica impossível construir algo saudável e duradouro.
- Não se pode construir uma casa em terreno instável, porque ela fica bonita por algum tempo, mas irá ruir a qualquer instante. Seu coração está lhe dizendo que não é o momento de segui enfrente. Você já se imagina sendo vítima de traição. Então está no momento de parar e começar aceitar o que enxerga – aconselha Ramiro.
O especialista explica que as relações amorosas têm de ter leveza, começar algo que vem com o peso da desconfiança não gera bons frutos.
- Não estamos falando do perfil da pessoa que Ana Paula está interessada, estamos falando dos sentimentos existentes dentro dela. Ele pode ser um infiel patológico ou não. Isso é outra discussão. Neste momento a análise é para a desconfiança de Ana. Com desconfiança essa história tende a fracassar. Precisa lembrar que ninguém provoca a traição do outro. O descontentamento e a necessidade de preencher vazios estão no traidor. O conselho para você Ana é: Se curta, descubra o que te faz feliz, der prioridade ao que te eleve, o que te faça crescer. Busque está bem consigo mesma. Acredite em seu potencial e nunca coloque sua felicidade interligada a relacionamentos – conclui Ramiro.

CONTATO : fabiolacangussu@yahoo.com.br ENVIE SUA SUGESTÃO DE TEMA, SUA PERGUNTA. PODE SER ANONIMA OU NÃO. SE QUIZER DIGA NOME, IDADE E CIDADE. AGRADECEMOS A PARTICIPAÇÃO

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Pânico de fim de semana existe



Ramiro Sancho diz que o fato de rezar para que a segunda-feira chegue não significa que está com vontade de trabalhar (FOTO CAROL AYALA)





Fabíola Cangussu
Repórter

Mesmo que possa parecer estranho, existem pessoas que odeiam as sextas-feiras e rezam para que a segunda chegue logo. E antes que alguém possa pensar que se trata de um workaholic, a resposta é não.
Heloisa Sarmento, 28, mora sozinha em Juiz de Fora, pediu ao blog para falar sobre angustia que sente nos fins de semana.
- Na sexta já começo a rezar para que a segunda chegue logo – desabafa a leitora.
Segundo Ramiro Sancho ao contrário dos workaholic, viciados em trabalho, Heloisa sofre é medo da solidão.
- O fato de rezar para que a segunda-feira chegue não significa que está com vontade de trabalhar, e sim com desejo de retornar a um ambiente em que encontra pessoas e que pode mascará o sentimento de solidão. Esse medo é tão evidente que a sexta-feira se torna uma tortura – explica Ramiro.
O especialista alerta que fatos assim precisam ser investigados por especialista, pois ele revela princípios nítidos de depressão.
- Algo está errado quando pessoas se negam a aproveitar o fim de semana, período em que a maioria vai ao clube, encontra amigos e familiares, praticam atividades físicas, vão ao cinema, ou colocam a leitura em dia – alerta.
O especialista diz que o fato de morar sozinha não é fator primordial para se temer o fim de semana. A solidão vem de dentro para fora e não de fora para dentro.
- Solidão não é está só, é se sentir incapaz de identificação com pessoas ou situações. Morar sozinho está implícito ter maior liberdade de criar possibilidades de relacionamentos. A cada dia a pessoa pode propor a um amigo uma atividade diferenciada, propiciando a chance de aumentar o círculo social. Mas vale lembrar que é necessário descobrir o que lhe da motivação e prazer. Caso não consiga fazer isso, procure ajuda profissional – aconselha Ramiro.

DICAS PARA REDESCOBRIR OS PRAZERES DE FIM DE SEMANA


Faça uma lista de pessoas queridas que morem próximo (mesma cidade);
Faça outra lista de pessoas queridas que morem distantes;
Ligue e marque atividades com as mais próximas e agende com as mais distantes;
Toda semana veja os filmes que estão em cartaz e combine com alguém do trabalho para assistir um;
Uma vez por mês faça um jantar em sua casa e convide amigos para provarem sua nova receita;
Eleja uma atividade física de fim de semana como caminhada, peteca, vôlei, futebol;
Deixe sempre um livro que te interessa na cabeceira da cama;
Aprenda a se curtir, a desenvolver atividades que te realizem, a sorrir diante do espelho;
E passe pelo menos uma hora no salão de beleza cuidando de você

CONTATO fabiolacangussu@yahoo.com.br

Primeiro encontro não é confessionário






Ramiro aconselha que mesmo se algum dos dois tente entrar em assuntos mais profundos e íntimos, o outro deve evitá-los. (FOTO CAROL AYALA)


Fabíola Cangussu
Repórter

Não é raro encontrar pessoas que descrevem o namorado (a) perfeito como sendo cúmplice, companheiro e amigo. Ariane Ferreira, 32, de Salvador/BA escreveu ao blog questionando se no primeiro encontro é o momento ideal para falar sobre a sua vida e esperar que o parceiro faça o mesmo.
Segundo Ramiro Sancho, não existem regras para o primeiro encontro, porém usar o bom senso é o mais indicado.
- É normal que os homens e mulheres, quando desejam se comprometer, busquem uma relação de intimidade. O problema começa quando pensam que devam fazer isso nos primeiros encontros – alerta Ramiro.
O especialista diz que ninguém deve transformar os primeiros encontros numa sessão de terapia e muito menos em confessionário.
- É correta a afirmação de que todos devam ser naturais e verdadeiros, mais isso não está implícito fazer confidências, falar sobre problemas familiares e muito menos sobre sua sexualidade – explica.
Primeiros encontros têm um aspecto diferente. Ramiro aconselha que mesmo se algum dos dois tente entrar em assuntos mais profundos e íntimos, o outro deve evitá-los.
- Precisa ficar claro que esses assuntos devem fazer parte da vida do casal, mas somente quando o vínculo afetivo e de intimidade estiver formado. Todos tem problemas, mas expor no primeiro encontro, você corre o risco de parecer ser alguém problemático – afirma o especialista.

EVITEM NOS PRIMEIROS ENCONTROS


Falar sobre problemas financeiros;
Sobre o ex-namorado (a);
Problemas familiares;
Dietas;
Seus problemas de saúde, a menos que envolva alergia a algum perfume ou comida (para não provocar incidente);

CONTATO fabiolacangussu@yahoo.com.br

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Dedo podre é uma escolha


Ramiro Sancho alerta: A pessoa encontra o que busca (FOTO CAROL AYALA)



Fabíola Cangussu
Repórter

Atendendo a sugestão de Maria Regina Simões, de Porto Alegre/RS, o blog fala um pouco de Mulheres com Dedo Podre. Para os menos avisados, saibam que é assim que autodenominam as que repetidas vezes se relacionam com os supostos homens errados.
Segundo Maria Regina, se isso acontece uma vez ou outra é azar, mas que no caso dela é realmente dedo podre.
- Cheguei a essa conclusão depois de analisar e perceber que todos os meus namoros têm o mesmo ritmo. A pessoa parece legal no primeiro momento, apaixono e logo em seguida começo a me sentir usada, deixada para segundo plano e depois vem a traição, a falta de respeito e a humilhação – lamenta a leitora.
Ramiro Sancho diz que a relação tende a repetir o padrão porque a pessoa envolvida insiste em manter o mesmo comportamento.
- No caso de Maria Regina, ela pode ser a grande sabotadora de seus relacionamentos. Precisamos lembrar que somente há humilhação quando se permite. É preciso saber como está a sua auto-estima. Você se valoriza, se gosta, se respeita? A famosa frase dita pelos avôs é real, somente é respeitado quem se dá ao respeito. Quando se entra numa relação esquecendo de si mesmo, dificilmente o parceiro irá se lembrar, se dedicar, ou mesmo respeitar – explica Ramiro.
A publicitária Viviane Sarmento, de Montes Claros/MG diz que começou a ter o dedo podre depois de um relacionamento que a fez se sentir inferior ao namorado.
- A partir daí me vi relacionando com pessoas que não refletiam o que eu queria para minha vida. Mas mesmo assim, eu buscava esses perfis para não me sentir inferior. Porém, como minha auto-estima estava abalada aceitava. Hoje dei a volta por cima e percebi que precisava mudar. Parei de dar desculpas para as atitudes que as pessoas tinham comigo, e decidir que o meu eu é prioritário. Funcionou, agora vivo um relacionamento de respeito e cumplicidade. Sou valorizada e valorizo o que estamos construindo – afirma Viviane.
O colocar-se em prioridade é, segundo o especialista, o primeiro passo para quebrar o circulo vicioso do dedo podre.
- Outro passo é lembrar que a pessoa encontra tudo o que busca. Verifique o que te leva a seguir sempre o mesmo caminho. As pessoas ditas dedo podre costumam se apaixonar rápido, não permitindo que o relacionamento ande passo a passo. Com a entrega rápida de seus sentimentos, não sobra tempo para se conhecerem e como é normal na paixão, passa a se dedicar totalmente ao objeto que provoca esse sentimento. Precisamos lembrar que os relacionamentos necessitam de maturidade emocional – salienta Ramiro.
Antes de iniciar um novo relacionamento, deve se curar das relações passadas para não correrem o risco de sabotá-lo.
- Quando se está machucado há grande chance de não perceber a possibilidade de criar uma nova relação. Assim, ou está disposto a viver subjugado, ou querendo revanche. Nenhum dos casos é bom. A nova relação precisa de frescor, de alegria e disponibilidade de criar o novo – ressalta o especialista.


LEMBRETE:

Não tente encontrar culpado para o fim do relacionamento. Analise e aprenda com ele;

O novo parceiro não é continuidade da relação passada. Não o culpe pelas falhas dos outros;

Quem decide quem será seu parceiro amoroso é você mesmo;

Só encontramos o que procuramos;

Não queira preencher o vazio com um namoro. Isso não resolve. Ninguém tem o dom de ocupar o vazio do outro;

Evite colocar sua felicidade em coisas e pessoas Pois ela independe do outro/ Sua felicidade não está no parceiro;

Felicidade é construída aprendendo a lidar com as situações do dia a dia;

E o mais importante: Você merece ser feliz e viver um amor que a complete.

CONTATO: fabiolacangussu@yahoo.com.br

Ciúmes, doença ou apenas sentimento natural?




Ramiro diz que pesquisa relaciona ciume patológico a violência doméstica




Fabíola Cangussu
Repórter

Certamente todos, em algum momento da vida, já sentiram ciúmes, segundo os especialistas um sentimento natural, que tem lados positivo e negativo, não escolhe sexo ou idade. Na maioria das vezes, ele foge completamente da razão.
Rosane Santos de Montes Claros/MG disse que sente ciúmes do namorado e gosta quando ele demonstra sentir dela também.
- Quando ele reclama que estou dando atenção aos meus amigos, mais do que a ele, tenho a sensação de que sente minha falta, e gosta de estar perto de mim. Não acho isso ruim. De minha parte, também não gosto quando ele decide sair com os amigos. Acho estranho ele preferir passar uma tarde inteira com eles, ao invés de ficarmos juntinhos – afirma a balconista.
Segundo o psicólogo Ramiro Sancho, ciúme é considerado um estado afetivo, assim como a tristeza, a alegria e é descrito como normal. Historicamente, prevalecia a idéia de que o homem era responsável pelo sustento da família, e a mulher deveria permanecer em casa, distante de olhares masculinos. O ciúme ficou mais forte na mulher, uma vez que o homem não tinha que se preocupar, pois ficavam em casa aguardando o retorno do marido.
- Hoje a situação mudou. Tanto homens, quanto as mulheres sentem estar em constante perigo de perder o ser amado. Algumas pessoas erroneamente associam o ciúme ao amor. E em suas mentes fica gravada a necessidade de ter e provocar esse sentimento, como no caso relatado por Rosane. Mas a definição de amor verdadeiro tem outra conotação – explica o psicólogo.
Ramiro mostrou em alguns livros e anotações que a definição da palavra ciúmes está ligada a inveja e zelar amorosamente.
- Observemos que a palavra zelos em grego significa rivalidade, concorrência. Já a palavra amor está ligada à afeição, respeito e graças. Assim, uma está implícita o atrito, e a outra o querer bem. Portanto, faz-se necessário saber distinguir os dois, e verificar qual é o mais importante para os relacionamentos – ressalta o especialista.
Ramiro salienta que o ciúme está relacionado unicamente com a fragilidade emocional de quem sente. O que significa que a pessoa com baixa auto-estima tende a exacerbar esse sentimento, fazendo comparações que na maioria das vezes, em sua mente, sairá perdendo, por não considerar-se alguém especial, com qualidades suficientes para ser admirada pelo ente amado.
- Não são erradas as correntes que definem o ciúme como comparação. No geral, fomos criados para compararmos com os demais. Algumas comparações podem em algum momento provocar crescimento. Mas não creio que seja algo saudável de se ensinar. Principalmente se a pessoa apresentar problemas relacionados à auto-estima. Alguém terá o corpo mais bonito, o carro mais caro, o sorriso mais cativante. O resultado disso? Um grande estado de ciúmes, que certamente não produzirá boas relações com o mundo - constata o psicólogo

CIÚME PATOLÓGICO


Quando o ciúme passa a ser uma patologia, as dúvidas podem se transformar em idéias supervalorizadas ou delirantes.
- Depois das idéias de ciúme, a pessoa passa à verificação compulsória de suas dúvidas. O ciumento verifica se a pessoa está onde disse que estaria, viola correspondências do parceiro, escuta telefonemas, cheira peças de roupas, vasculha bolsos, bolsas, carteiras, recibos, seguem o companheiro, contrata detetives particulares e verifica agenda telefônica. Porém, essas atitudes não aliviam os sentimentos, e pode até piorar, pois o ciumento sabe que essa atitude é ridícula – explica o psicólogo.
Uma outra característica do ciumento patológico é realizar visitas ou telefonemas de surpresa em casa ou no trabalho para confirmar suas suspeitas.
- Neste caso, algo não menos grave acontece. Os parceiros passam a amenizar as atitudes dos ciumentos, elogiando o carinho a atenção com que são tratados. Dificultando que o problema seja detectado o mais cedo possível, para que seja feito tratamento adequado, que pode em muitos casos evitar males maiores – alerta o especialista.

PARA SUPERAR O CIÚME


Ramiro escreveu algumas dicas para ajudar o leitor a controlar o ciúme, viver com mais qualidade de vida e conquistar harmonia nas relações interpessoais.
Primeiro passo é aceitar que é um sentimento natural do ser humano que pode ser trabalhado;
Observar qual a auto-imagem que enxerga, e começar a valorização pessoal;
Pare de se comparar com as outras pessoas, você é único;
Analisar de forma objetiva quais são as próprias dependências;
Assumir como verdade que ninguém é dono do outro;
Jamais se achar no direito de tolher a liberdade de outra pessoa;
Não emburrar, ficar sem falar, para coagir a pessoa a agir como queremos;
Percebendo que está com ciúmes, peça ajuda ao parceiro para resolver o incômodo. Explique o que está acontecendo e juntos descubram a forma de sanar o problema;
Faça uma lista para ver o que realmente o incomoda;
Mude seu ritmo de vida. Um novo trabalho que te realize, cursos de especialização, novos amigos;
E um conselho especial: Não se preocupe, ocupe-se

CONTATO: fabiolacangussu@yahoo.com.br

terça-feira, 1 de junho de 2010

O dia seguinte: Será que ele vai ligar?


Segundo Ramiro, o gosta de si mesmo é o principal caminho para se evitar a angustia do dia seguinte.(FOTO FABÍOLA CANGUSSU)


Fabíola Cangussu
Repórter

A preocupação de como agir no primeiro encontro provoca outros questionamentos entre eles, o feito pela leitora Vívian, de Salvador/BA que pede para o blog comentar sobre a angustia do dia seguinte: Será que ele vai ligar?
Ramiro Sancho diz que ao contrário do que possa parecer essa angustia não se restringe as mulheres. Os homens também têm momentos de aflição. A diferença está na intensidade de pessoa a pessoa.
- O grau de angustia se manifesta conforme o encontro. Se a pessoa criou um script e ele não saiu como havia imaginado, isso é suficiente para desabar uma avalanche de perguntas internas do tipo, será que ele (a) gostou de mim? Se ele ligar hoje é sinal que sim, mas se não ligar? Devo convidá-la (o) para sair, ou corro o risco de parecer chato (a)? Neste momento queria tranquilizar os leitores que passam por isso,dizendo: RELAXEM! Ninguém tem a obrigação de começar a se relacionar no primeiro encontro.
Após o primeiro encontro, sugere o especialista comportamental, a pessoa deve se ocupar de outras atividades ao invés de tentar analisar o ocorrido na noite anterior.
- Desistam de tentar saber se deveria ter dado o beijo solicitado, ter sido menos tímido, ter concordado com um ponto de vista do parceiro. Pare de sentir culpa por algo que não pode controlar. Relacionamento depende de duas pessoas – ressalta Ramiro.
Caso o relacionamento amoroso não ocorra após o primeiro encontro, Ramiro explica que pode ser apenas que as pessoas não são compatíveis para namorar.
- Por mais que você possa ter se interessado, lembre-se que um namoro é composto de dois lados, e o fato de não existir química e entrosamento faz com que essa história não tenha continuidade, mas nem por isso a pessoa deixe de achar o outro belo, interessante, agradável e transformar a relação em amizade sincera.
Segundo Ramiro, o gosta de si mesmo é o principal caminho para se evitar a angustia do dia seguinte.
- Procure descobrir o quanto é uma pessoa especial. Invista em si mesmo, valorizando o que tem de melhor. Perceba o quanto é um ser único e o quanto contribui para que o mundo seja melhor. Aproveite seus talentos, coloque sua energia no trabalho e projetos sociais. Reserve tempo para academia, caminhada, cabeleireiro, leitura. Garanta pelo menos meia hora por dia para si cuidar. Fazendo isso perceberá que os relacionamentos não nascem no primeiro encontro, e sim das afinidades e do desejo de juntos iniciarem um processo de conhecimento, entrosamento, aceitação dos defeitos e das qualidades de ambos – conclui Ramiro.

CONTATO fabíolacangussu@yahoo.com.br